Doze anos depois de anunciarem o fim - e após anos consecutivos de concertos e gravações discográficas - , Jay, Pacman (que o público agora conhece como Carlão), Virgul, Guilhas, Quaresma e DJ Glue juntaram-se para um concerto especial este sábado no NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés - mais do que recordar canções, a banda e os fãs passearam por memórias do pretérito, marcadas pelos temas mais emblemáticos. É a magia da música. 

A história dos Da Weasel é conhecida por quase todos, com mais ou menos detalhes. A discografia do grupo (seis álbuns de estúdio, dois álbuns e DVD ao vivo e um EP) marcou a música portuguesa e não foi esquecida: mensalmente, no Spotify, o grupo soma mais de 103 mil ouvintes mensais - provavelmente, se o recinto do NOS Alive o permitisse, seriam estes 103 mil e muitos mais a  marcar presença no concerto.

Para quem nunca viu um concerto dos Da Weasel - como eu, este que vos escreve -, as expectativas eram altas e assentes em histórias e memórias contadas por fãs fiéis da banda. “Os concertos do Da Weasel eram os melhores, sempre”, é a frase mais ouvida por quem os acompanhou no início do século.

Sonho de uma Noite de Verão com os Da Weasel o NOS Alive: a doninha voltou e arrasou
créditos: Stefani Costa

Antes do grupo subir ao palco, foi exibido o documentário “Da Weasel: Agora e para sempre”, da autoria de Bruno Martins da Antena3, no qual os seis elementos da banda revisitam uma série de episódios marcantes da carreira desde os primeiros passos no início dos anos 1990, em Almada.

Ao contrário de outros documentários, “Da Weasel: Agora e para sempre” não revisita o arquivo do grupo. As histórias que os elementos contam ganham vida através das ilustrações de António Piedade.

Depois de serem recordados os principais marcos da banda, no palco do NOS Alive e com o recinto totalmente lotado, Jay, Carlão, Virgul, Guilhas, Quaresma e DJ Glue apresentaram-se com uma energia contagiante e foram recebidos de igual forma pela multidão. Aos primeiros minutos do concerto, a alegria e emoção dominavam os fãs da doninha. 

O alinhamento certeiro contou com tudo o que os fãs esperavam: uma verdadeira viagem pela história de uma das maiores bandas portuguesas de sempre - sem contar com os Xutos & Pontapés, nenhum outro grupo moveu multidões assim no início dos anos 2000.

A abertura foi com "Loja (Canção do Carocho)", "Vem Sentir" e "Força". "Boa noite, Alive! Obrigado, obrigado, obrigado", agradeceram no arranque do concerto. "Custou mais foi, porra", lembrou Virgul, abrindo a viagem até 1997 com "Dúia".

"Jay" e "Carrossel" foram cantadas a uma só voz, mas foi com "Dialectos de Ternura" que se viveu o maior momento de congregação entre fãs e banda. "Que maravilha, NOS Alive. Obrigado, Lisboa. Obrigado, tuga", agradeceu Carlão no calor da emoção.

Entre canções e aplausos, os mais jovens conversavam entre si. "O melhor concerto do NOS Alive", atira um rapaz. "Estes gajos têm uma vibe incrível", respondeu o amigo, ambos estreantes em concertos dos Da Weael.

Sem pausas, com gritos, saltos e alegria, seguiram-se mais uma série de sucessos: "GTA", "Casa (vem fazer de conta)", tema com Manel Cruz (numa participação virtual) que marcou um dos momentos mais emotivos da noite, "Mundos Mudos" e "Niggaz". Com a multidão em total adrenalina, a energia continuou elevada com "O Puro", "Outro Nível" e "Pedaço de Arte".

Com seria de esperar, "Re-tratamento" foi como uma seta direta ao coração: aos primeiros segundos, a multidão levantou os smartphones e soltou os pulmões, cantando a uma só voz.

Sonho de uma Noite de Verão com os Da Weasel o NOS Alive: a doninha voltou e arrasou
créditos: Stefani Costa

Para a reta final, os Da Weasel apostaram em "Bora Lá Fazer a Puta da Revolução”, “Toda a gente”,  “Toque-Toque”, “Adivinha quem Voltou” e "God Bless Johnny". Já a grande despedida foi com "Tás Na Boa", que convidou o público a dançar como se não houvesse amanhã - e, para já, não há amanhã no que toca a concertos da banda.

Formados pelos irmãos João e Carlos Nobre, os Da Weasel mostraram a garra da doninha no NOS Alive, com temas que misturam hip-hop com rock, pop e tudo e mais alguma coisa - o grupo já era conhecido por não se ‘engavetar’ em géneros mas, com a entrada de Virgul, o espectro aumentou e não desiludiu os fãs. 

Doze anos depois, a doninha voltou a brilhar com um concerto único e exclusivo no NOS Alive. A celebração da marcante carreira de 15 anos foi emotiva, intensa, festiva e ninguém queria que as luzes se apagassem. Quer voltem na próxima semana ou na próxima década, os Da Weasel sabem que podem contar com os fãs fiéis, que nunca os vão largar. É uma família e o tempo que passam juntos é sempre pouco. 

“Da Weasel, agora e sempre”.

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