![Festival de Animação de Lisboa Monstra celebra 25 anos em março](/assets/img/blank.png)
O Festival de Animação de Lisboa Monstra celebra 25 anos com exposições sobre a cooperativa portuguesa COLA e o estúdio norte-americano LAIKA, programação dedicada à Áustria e o mais recente cinema de animação internacional.
A próxima edição da Monstra, hoje anunciada, vai decorrer de 20 a 30 de março no Cinema São Jorge, com programação prevista também na Cinemateca Portuguesa e no Museu da Marioneta.
Desde 2000 a promover e a divulgar o cinema de animação, a Monstra já contou com mais de um milhão de espectadores, cerca de 12.500 filmes e três mil sessões para vários públicos, de acordo com a organização.
A abertura oficial será com os filmes "One Way Cycle", de Alicia Nuñez Puerto, "Mind the Gap", de José-Manuel Xavier a partir de uma obra do compositor Luís Tinoco, e "O Rapaz Que Apagava Beijos", de Radostina Neykova e Fernando Galrito, diretor artístico da Monstra.
A Áustria é o país convidado deste ano, com uma retrospetiva desenhada pelo realizador Thomas Renoldner, curador do festival Vienna Shorts, debruçando-se sobre "uma das produções mais entusiasmantes do cinema de animação em todas as suas vertentes, especialmente na mais experimental e abstrata".
Da programação geral, a Monstra vai exibir, por exemplo, as longas-metragens “Selvagens”, do realizador suíço Claude Barras, que esteve na Monstra em 2017 com “A Minha Vida de Courgette”, e “Rock Bottom”, de Maria Trénor, inspirada na vida do músico Robert Wyatt.
O festival convoca ainda algumas obras candidatas aos Óscares, nomeadamente as ‘curtas’ “Homens Bonitos”, de Nicolas Keppens, “Wander to Wonder”, de Nina Gantz, e “Que nojo”, de Loic Espuche, incluídas na competição da Monstra.
Na secção competitiva estão também “Percebes”, filme de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves premiado em Annecy e que chegou a ser finalista na corrida aos Óscares, “The Hunt”, de Diogo Costa, “Reason and Impulse – Disappear”, de Ala Nunu, “Amanhã Não Dão Chuva”, de Maria Trigo Teixeira, “A Menina dos Olhos Ocupados”, de André Carrilho, e “Saudade, talvez…”, de José-Manuel Xavier.
Sobre este artista, “desenhador incansável, autor de um traço inconfundível”, como descreve o festival, está prevista a exposição “Outros movimentos”, que juntará na Sociedade Nacional de Belas-Artes uma centena de obras, entre gravura, desenho e pintura.
A Monstra junta-se ainda à celebração do décimo aniversário da cooperativa de animação COLA, na Cinemateca Portuguesa, com uma exposição que revê o trabalho de um estúdio do qual saíram projetos como os filmes “Ice Merchants”, de João Gonzalez, “O peculiar crime do estranho sr. Jacinto”, de Bruno Caetano, e a coprodução da longa-metragem “O Natal do Bruno Aleixo”, de Pedro Santo, João Moreira e João Alves.
No Museu da Marioneta, destaque para a exposição “LAIKA: Frame x Frame”, que apresenta os bastidores de cinco filmes de animação deste estúdio norte-americano, feitos com a técnica ‘stop-motion’, como por exemplo “Coraline”, “ParaNorman” e “The Boxtrolls”.
Toda a programação de Monstra - Festival de Animação de Lisboa, incluindo as sessões da Monstrinha, para os mais novos, fica disponível em monstrafestival.com.
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