“Vão ser 30 espetáculos de rua e sala, 20 oficinas, um debate 'online', uma exposição, três dias dedicados ao cinema de animação e dois projetos comunitários”, enumerou Clara Ribeiro, programadora do Encontro Internacional de Marionetas (EI! Marionetas).

Em entrevista telefónica à agência Lusa, Clara Ribeiro explicou que, como em 2020 o festival foi suspendo devido por causa da COVID-19, o EI!Marionetas 2021 vai ter uma programação “em dose dupla”.

“Optámos por ter uma programação primeiro em junho [de 10 a 14 de junho], dedicada a um público mais escolar e familiar, e depois a programação de julho [de 01 a 04] tem já algumas propostas para um público mais adulto”, disse.

Clara Ribeiro explicou que uma das grandes alterações deste ano foi retirar as companhias internacionais da programação, que transitam para a de 2022, apostando na produção nacional, até porque artistas e estruturas portugueses estão a passar por uma “situação dramática”.

O EI!Marionetas arranca no dia 10 de junho, às 10h00, com o espetáculo “Pequeno Grande Céu”, da Cia Ventoinha, no Jardim da Biblioteca Municipal de Gondomar, e a exposição “Freaks”, de Troy Hourie, exibida no ‘foyer’ da Biblioteca Municipal.

No mesmo dia, o primeiro do certame, é também inaugurada a instalação “Mais Maior Grandes Dom Roberto”, pelas Marionetas de Mandrágora, e, às 16h00, será apresentado o espetáculo “Olhos de Peixe”, da ZumZum, no Auditório Municipal de Gondomar, que tem a duração de 45 minutos e é para maiores de três anos.

No dia 11 de junho, a programação é dedicada sobretudo ao público escolar, e tem agendado o espetáculo “Fado Mimado”, de D’Orfeu, para as 21h30, no Auditório Municipal de Gondomar, que fala sobre um “palhaço mimado, não do mimo que lhe dão, mas da mímica que ele faz”, “uma cantora prendada”. O espetáculo tem a duração de 45 minutos e é para maiores de seis anos.

No dia 12, às 10h00, 11h00, 14h00 e 15h00, acontece a oficina "Zingarelhos", da autoria de Joana Nogueira, na Biblioteca Municipal de Gondomar. No mesmo dia, às 11h00, está agendado o espetáculo “Papim, papa palavras”, da Fértil Cultural, no Auditório da Biblioteca, que vai pôr em palco um “papão fora do vulgar”.

No dia 12 também se pode ver, às 10h00 e às 16h00, a instalação "Mais Maior Grande Dom Roberto", que mostra o “fantoche mais tradicional português” a ganhar forma pelas mãos do artista plástico e marionetista enVide neFilibata.

“Mais do que nunca, o Ei! é um grito de chamada de atenção para a arte. A arte do encontro que esteve confinada. Mas este ano surge em dose dupla, para que nada se perca e seja em dobro a conquista”, concluiu a programadora do evento, que este ano cumpre a 7.ª edição.

O certame termina no dia 04 de julho, com o espetáculo “especialmente criado para tempos de pandemia”, intitulado “Germinação”, do Teatro de Montemuro. Será apresentado pelas 16:00, no Auditório Municipal de Gondomar, e vai contar a história de Alpindo e Boleta, dois amigos gaiteiros e pantomineiros para quem a vida é “jardinagem e uma constante viagem”. É um espetáculo para maiores de quatro anos, e tem a duração de 55 minutos.

As atividades estão limitadas a um número reduzido de participantes e espectadores. A segurança de todos é a maior preocupação. Por isso toda a programação foi repensada em função do público, em contexto de COVID-19, refere a organização.

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