O despacho que determina esta alteração foi assinado pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, na quinta-feira, segundo a tutela, num comunicado hoje divulgado.

Para o ministro, citado na nota, “um dos objetivos desta medida é separar as escolhas artísticas e as opções políticas do Governo”.

“É desejável que a política cultural seja protegida do gosto de quem, conjunturalmente, ocupa o lugar de ministro”, considerou o ministro.

Entretanto será criado um grupo de trabalho - composto pelos presidentes dos conselhos de administração do Teatro Nacional D. Maria II, do Teatro Nacional São João, do Organismo de Produção Artística (Opart), responsável pela gestão do Teatro Nacional de São Carlos, e por um membro do gabinete do ministro da Cultura – “que irá definir a proposta dos moldes do concurso, que deverá ser apresentada até dia 31 de outubro”.

O primeiro concurso, para a direção artística do Teatro Nacional São Carlos deverá ser lançado “entre novembro e dezembro", “com a expectativa que o novo diretor artístico esteja escolhido no segundo trimestre de 2023”.

Devido a esta alteração no processo de escolha das direções artísticas dos teatros nacionais, o mandato da diretora artística do São Carlos, Elisabete Matos, que termina este mês, “será prolongado por mais nove meses, altura em que já estará definido e em vigor o novo modelo de concurso público que será aplicado gradualmente, à medida que os mandatos dos atuais diretores artísticos forem terminando”.

No comunicado, o Ministério da Cultura refere ainda que “entraram hoje em funções os novos vogais da Opart: Sofia Meneses e Rui Morais assumem os pelouros financeiro e de programação, respetivamente”.

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