
Estreada em finais de janeiro de 2020, “Napoleão ou o Complexo de Épico" é a 37.ª produção da companhia criada em 1996 e sucedeu a “Hamlet”, espetáculo que o coletivo estreara dois anos antes, inspirado na comédia francesa "Playtime" ("Vida moderna"), realizada por Jacques Tati, em 1967.
Em “Napoleão ou o Complexo de Épico”, a companhia propõe contar a história da "figura carismática e controversa" de Napoleão Bonaparte (1769-1821), procurando "entender o homem" e o "fenómeno criado em torno deste".
"Na procura de entender quem foi Napoleão [...] debatemo-nos entre o fascínio e o repúdio" sobre a personalidade de um homem que, mais tarde, viria a autoproclamar-se imperador dos franceses e cuja vida lança questões políticas, sociais e sobre o poder "tão pertinentes hoje como há três séculos", sublinha a companhia.
A "ambição pessoal, audácia e determinação" de Napoleão levaram "longe" este líder político e militar nascido na Córsega, que se "apropriou de ideais da Revolução Francesa e foi expandindo territórios".
A "sua força de vontade era única e a sua queda foi proporcional à sua ascensão", observa a companhia sobre a peça com que retoma os espetáculos no Chapitô, interrompidos desde março de 2020 devido à pandemia de COVID-19.
Uma "vida romanesca que reúne todos os ingredientes para uma boa história, cabendo ao público julgar ou celebrar a figura histórica, o homem, que foi Napoleão", frisou a companhia sobre "Napoleão ou o complexo de épico".
A Companhia do Chapitô promete contar "os reversos da história", num espetáculo construído com "humor e poesia".
"Porque todas as moedas têm duas faces: cara ou coroa", segundo a apresentação da peça.
Encenada por Cláudia Nóvoa e José C. Garcia, a peça tem dramaturgia de Ramón de Los Santos, e é interpretada por Jorge Cruz, Susana Nunes e Tiago Viegas.
A sonoplastia é de Sílvio Rosado, os figurinos de Cláudia Nóvoa e Glória Mendes, e o desenho de luz de José C. Garcia, Saturnino Rodrigues e Paul Cunha.
“Napoleão ou o Complexo de Épico” vai estar em cena até 28 de novembro, com sessões de quinta-feira a domingo, às 22h00.
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