Segundo Helena Carmo, da Associação José Afonso, os principais vetores do projeto passam por “trabalhar com os jovens nas escolas, mas também com o movimento associativo, sensibilizando para a importância da defesa dos direitos humanos, a partir das canções de José Afonso”.

“O `Canto Moço´ é uma canção do José Afonso, que nós resolvemos utilizar para fazer um trabalho com os jovens, junto de escolas, fundamentalmente no terceiro ciclo do ensino básico, na disciplina de Cidadania, no sentido de que eles valorizem, que eles implementem e que eles olhem a necessidade de salvaguarda dos direitos humanos, de defesa dos direitos humanos”, sublinhou.

Helena Carmo referiu também que o projeto "Canto Moço - os direitos humanos na voz de José Afonso" prevê o desenvolvimento de “uma aplicação informática, um jogo didático, que possa ser utilizado pelos jovens, para pensarem sobre os direitos humanos e para se transformarem eles próprios em sujeitos da defesa dos direitos humanos, a partir dessa interligação com as canções de José Afonso.

“A Associação José Afonso nasceu logo a seguir à morte de José Afonso, já lá vão mais de 30 anos, e há uma preocupação que se tem mantido ao longo do tempo, que é conseguirmos levar aos mais jovens, que não conheceram José Afonso, a sua obra”, recordou.

Há cerca de dois anos, quando a associação já procurava novas estratégias para dar a conhecer a obra do poeta-cantor José Afonso, tomou conhecimento do programa Cidadãos Ativos, que é gerido pela Fundação Gulbenkian, e financiado por três países do norte da Europa.

A candidatura apresentada pela associação, no valor global de 90 mil euros, montante que será financiado em cerca de 90% pelo programa Cidadãos Ativos, foi aprovada e o projeto, com uma duração inicial de 26 meses, já está a ser implementado no terreno.

“Nós temos parceiros, temos um parceiro institucional que é a Câmara Municipal de Setúbal, onde temos a nossa sede nacional, e já estamos em contacto com as escolas do concelho no sentido dessa implementação. Temos já algumas escolas que estão a vincular-se a essa iniciativa”, disse Helena Carmo.

“E depois temos parceiros mais associativos – a Associação Moinho da Juventude e a Associação SOS Racismo -, com quem pretendemos articular o trabalho conjunto do movimento associativo”, acrescentou.

Helena Carmo referiu ainda que, não obstante tratar-se de um projeto datado no tempo, o objetivo da associação é manter e reforçar essa relação com os jovens e com o movimento cultural e associativo muito para além destes primeiros dois anos do “Canto Moço”.

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