Neil Patrick Harris faz parte do elenco de "It's a Sin", a nova série da HBO e do canal britânico Channel 4 que se estreou em Portugal no passado sábado, dia 23 de janeiro - os cinco episódios da primeira temporada podem ser vistos na HBO Portugal.

Em conversa com o The Times, o ator norte-americano falou sobre a série e defendeu a sua posição sobre a escolha de atores para interpretarem personagens totalmente diferentes da sua identidade e personalidades. Para Neil Patrick Harris, o importante é contratar sempre "o melhor ator" para um papel.

"Não sou daqueles que se lançam a rotular. (...) Como ator, esperas, certamente, ser uma escolha visível para todos os tipos de papéis. Interpretei durante nove anos uma personagem que não era parecida comigo", sublinhou o ator, recordando Barney Stinson, de "Foi Assim Que Aconteceu".

Acho que há algo sexy em escolher um ator heterossexual para um papel gay, se estiveres disposto a investir muito nisso. Há um nervosismo que vem com a novidade de tudo. Ao dizeres que nunca o farias, podes perder oportunidades", defendeu Neil Patrick Harris em entrevista ao The Times.

A questão sobre se atores heterossexuais devem ou não interpretar personagens LGBTQ+ tem sido motivo de debate e discórdia nos últimos anos.

Em entrevista recente ao Radio Times, o criador de "It's a Sin",  Russel T Davies defendeu que as personagens "gay devem ser interpretadas por gays" para manter a "autenticidade". "Se escolho alguém para uma história, escolho para ser um amante, um inimigo, ou um drogado, um criminoso, ou um santo... eles não estão lá para 'atuar como gay' porque 'atuar como gay' é uma série de códigos para uma performance", defendeu.

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