O festival, sob a direção artística da pianista Gabriela Canavilhas, aposta na celebração "da vida e o reencontro da fruição da arte ao vivo, em Património e na Natureza", recordando que se passaram 25 anos sobre a classificação de Sintra como Paisagem Cultural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Referindo-se a Diana Damrau, a responsável salientou a "oportunidade rara de [se poder] ouvir aquela que é considerada uma das mais fenomenais cantoras líricas da atualidade". A cantora alemã foi distinguida com o Prémio "The Best Singer" no International Opera Awards, em 2014.

Damrau e o baixo francês Nicolas Testé apresentam hoje, às 21:00, no Centro Olga Cadaval, em Sintra, o programa "Reis e Rainhas da Ópera", acompanhados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção do maestro Pavel Baleff, percorrendo "várias figuras régias da ópera do século XIX".

Com um orçamento de 172 mil euros, o festival conta, entre os seus destaques, com a apresentação da obra coral-sinfónica monumental, "Matuttini de' Morte", de João Domingos Bomtempo. Este concerto, anunciado para sábado, às 21:00, na Basílica de Mafra, realiza-se afinal, "por razões logísticas", no Centro Cultural Olga Cadaval.

O concerto será gravado, com apoio do Ministério da Cultura, com vista a uma edição discográfica em 2022, para celebrar o 200.º aniversário da primeira Constituição Portuguesa, aprovada a 23 de setembro de 1822.

A também pianista salientou à Lusa o apoio de Bomtempo à causa liberal e à outorga de uma Constituição.

No concerto participam Coro e Orquestra do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa (MPMP), sob a direção de Jan Wierzba, e os solistas Susana Gaspar (soprano), Cátia Moreso (meio-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor), Juan Orozco, André Henriques e Nuno Dias (baixo).

No próximo dia 26, a meio-soprano Anne Sofie von Otter apresenta um recital "de canções europeias que refletem o seu ecletismo", no Palácio de Queluz, às 21:00.

Também neste palácio, toca, no dia 15 de junho, às 21:00, o pianista polaco Piotr Anderszewski, que vai apresentar um programa "símbolo da sua irreverência", revisitando o 2.º Livro do "Cravo Bem temperado", de J.S. Bach, "reordenando os prelúdios e fugas e criando um novo diálogo entre eles".

A dança faz também parte da programação do Festival, apresentando "uma ponte entre o classicismo puro dos bailados do século XIX e as visões mais arrojadas dos coreógrafos contemporâneos", nos Jardins de Seteais, nos dias 26 e 27 de junho, às 19:00.

Com curadoria de Solange Melo e Fernando Duarte, realizam-se duas galas com a participação do American Ballet Theatre, do Ballet de Zurique, do Ballet da Hungria e do Ballet Nacional da Noruega, entre outras companhias, como a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.

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