O Ministério Público norte-americano apresentou mais duas acusações contra o rapper Sean "Diddy" Combs: uma por tráfico sexual e outra por transporte com o intuito de prática de prostituição. Estas acusações adicionais, reveladas na sexta-feira, dia 4 de abril, por um grande júri, juntam-se ao processo que será julgado em maio.

As novas acusações referem-se a uma mulher identificada apenas como "Vítima-2" e poderão resultar numa pena de prisão mais longa, caso Diddy seja considerado culpado.

A procuradoria solicitou a comparência de Diddy a tribunal no dia 25 de abril, data da sua última audiência preliminar antes do início do julgamento em maio.

O magnata do hip hop, de 55 anos, é acusado de abuso sexual e de forçar as vítimas a participar em festas com drogas e actividades sexuais, recorrendo a ameaças e violência. É ainda acusado de obrigar os seus funcionários a trabalhar longas horas e de exigir o seu silêncio.

Até ao momento, Diddy negou todas as acusações, alegando que as relações foram consensuais.

O tão aguardado julgamento começará com a seleção do júri a 5 de maio, estando previsto que os argumentos iniciais sejam apresentados a 12 de maio.

As acusações contra o artista começaram a acumular-se no final de 2023, quando a cantora e ex-companheira Cassie, cujo nome verdadeiro é Casandra Ventura, afirmou que Diddy a submeteu, durante mais de uma década, a coerção física e através de drogas, incluindo um caso de violação em 2018.

Além do processo criminal federal, Diddy enfrenta uma avalanche de processos civis que alegam abusos graves cometidos com o apoio de uma rede de funcionários e associados leais.

O outrora ícone do rap está detido desde setembro. A sua aparência mudou e, nas audiências em que esteve presente, mostrou-se visivelmente envelhecido.