“Muito ativo como pedagogo (na Fundação Calouste Gulbenkian ou na Escola Superior de Teatro e Cinema), mas também como dramaturgo (colaborando nomeadamente com o Teatro da Comuna), devemos-lhe um incessante trabalho de divulgação e promoção do livro e da leitura”, lê-se numa nota publicada no ‘site’ da Presidência da República.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que António Torrado foi “um dos poucos autores” que todos associavam à literatura infantil, notando que o escritor revelou um “gosto pelo lúdico, o lírico, o histórico e o didático, bem como um especial interesse pelos contos tradicionais”.

Manifestando o “reconhecimento de muitas gerações”, o Presidente da República apresentou as condolências à família de António Torrado, de quem era amigo.

O escritor português António Torrado, autor de mais de uma centena de obras literárias, em particular para a infância, morreu hoje em Lisboa, aos 81 anos, revelou à Lusa o escritor José Jorge Letria.

Segundo José Jorge Letria, que disse ter perdido um amigo de mais de 50 anos, António Torrado morreu em casa, em consequência de doença prolongada.

Poeta e dramaturgo premiado, antigo professor do ensino secundário, António Torrado esteve desde cedo ligado à pedagogia, à produção literária para os mais novos, à recuperação e reinterpretação do conto tradicional e à promoção da leitura.

António Torrado nasceu em Lisboa, em 1939, formou-se em Filosofia em Coimbra e dedicou-se ao ensino na década de 1960, até ser afastado por motivos políticos.

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