O romance “Hamnet”, da escritora irlandesa Maggie O’Farrell, inspirado na morte do filho de William Shakespeare aos 11 anos, que venceu o Women’s Prize for Fiction de 2020, e o National Book Critics Circle Award, de ficção, este ano, vai ser publicado no próximo mês pela Relógio d’Água.

Pela mesma editora chega “Mary Ventura e o Nono Reino”, conto de Sylvia Plath, escrito em 1952 - quando a autora tinha 20 anos e pouco antes da sua primeira tentativa de suicídio -, que se manteve inédito durante mais de 60 anos, até ser publicado pela primeira vez em 2019.

A Relógio d’Água vai publicar ainda “Sr. Salário”, de Sally Rooney (autora de quem editou também “Pessoas normais”), “Diário da Peste”, livro que recolhe o diário escrito por Gonçalo M. Tavares nas páginas de jornais, entre março e junho de 2020, sobre o dia-a-dia durante a pandemia, “Rebelião na Quinta”, de George Orwell (com prefácio de Ann Patchett), “Fahrenheit 451: A Adaptação Autorizada”, de Ray Bradbury e Tim Hamilton, com introdução do autor, e “Vita Nova”, antologia de poesia de Louise Gluck, vencedora do Prémio Nobel da Literatura.

A Dom Quixote traz este mês “O Desassossego da Noite”, romance de estreia da escritora neerlandesa Marieke Lucas Rijneveld, que venceu o Prémio Booker Internacional em 2020.

“Sinta-se Livre”, obra que reúne textos inéditos e ensaios de Zadie Smith sobre vários temas da atualidade - das redes sociais às alterações climáticas, do mundo literário ao musical, passando ainda pelo Brexit, pela era Trump e pelo racismo -, e “Notas Sobre o Luto”, de Chimamanda Ngozi Adichie, um livro que testemunha os efeitos devastadores causados pela morte do seu pai, vão ser também publicados pela editora este mês.

“Afastar-se - Treze Contos Sobre Água”, de Luísa Costa Gomes, “Devastação”, de Eduardo Pitta, “A Morte de Jesus”, de J.M. Coetzee, “Um Coração Convertido”, de Stefan Hertmans, e “Peter Camenzind”, de Hermann Hesse, são outras novidades da Dom Quixote.

O grupo editorial Leya aposta também nas biografias, com o lançamento de “Salazar, O Ditador Que Se Recusa a Morrer”, de Tom Gallagher, pela chancela da Dom Quixote, e “O Mundo Não Tem de Ser Assim, Biografia de António Guterres”, da autoria de Pedro Latoeiro e Filipe Domingues, uma biografia autorizada do secretário-geral das Nações Unidas, baseada em 120 entrevistas, editada pela Casa das Letras.

“A anomalia”, de Hervé Le Tellier, romance que venceu no ano passado o prémio Goncourt, o mais importante galardão literário francês, chega às livrarias portuguesas, pela editorial Presença, que publica também em maio “Uma grande história de amor”, que marca o regresso à escrita de Susana Tamaro, dez anos depois, e “As consequências do capitalismo”, de Noam Chomsky e Marv Waterstone.

No próximo mês será lançado pela Antígona “A fúria e outros contos”, da multipremiada escritora, contista e poeta argentina Silvina Ocampo, mulher do também escritor Adolfo Bioy Casares, nunca antes publicada em Portugal, à exceção do romance “Quem ama, odeia”, que foi escrito em coautoria com o marido.

Com prólogo de Jorge Luis Borges, este livro de 34 contos - que inclui “A Casa de Açúcar”, o preferido de Julio Cortázar, “A Paciente e o Médico” e “As Fotografias” - é considerado “um dos tesouros mais bem guardados da literatura latino-americana do século XX”, segundo a editora.

A Antígona vai também lançar “O apoio mútuo – Um fator da evolução”, do anarquista russo Piotr Kropotkine, e “Laocoonte”, de G. E. Lessing, uma obra sobre teoria estética e sobre a natureza da pintura e da poesia.

A Alfaguara vai lançar “O país dos outros”, mais um livro da autora franco marroquina Leïla Slimani, de quem já publicou “Canção doce” e “No jardim do Ogre”.

A Companhia das Letras vai editar um novo romance do escritor português Hugo Gonçalves, “Deus, pátria e família”, ambientando na Lisboa de 1940, que “re-imagina o tempo do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial em Portugal”, aliando mistério, amor e conspiração.

“A quinta dos animais” em edição cartonada e profusamente ilustrada, por Ralph Steadman, com dois prefácios históricos de George Orwell, vai ser editada pela Cavalo de Ferro.

A Elsinore vai reeditar o romance “Olá, América!”, de J. G. Ballard, com nova tradução de Miguel Romeira, um dos mais famosos livros deste autor, há muito esgotado nas livrarias.

Pela mesma editora chega “Mundo Subterrâneo”, de Robert Macfarlaine, autor de diversas obras sobre natureza e viagem, amplamente traduzidas e premiadas em todo o mundo, até hoje inédito em Portugal.

A Quetzal apresenta-se este mês nas livrarias com três obras de não ficção: “O Homem do Casaco Vermelho”, de Julian Barnes, um retrato da ‘Belle Époque’ e da vida de Samuel Jean de Pozzi, cirurgião francês e pioneiro na área da ginecologia; “A Madrugada em Birkenau”, um testemunho do Holocausto, por Simone Veil, numa narrativa pessoal e inédita; e “A Arte da Viagem”, de Paul Theroux.

“Desamigados”, o primeiro livro de António Mega Ferreira com a Tinta-da-china, que conta a história de 11 amizades célebres que se transformaram em inimizades ferozes, como as de Wagner e Nietzsche, Hemingway e Fitzgerald ou Bocage e Macedo, é uma das apostas da Tinta-da-China para o próximo mês.

A editora publica também um novo número da revista Granta em Língua Portuguesa, dedicado ao tema Sono/Sonho, com capa de Jorge Molder e textos de autores como Jon Fosse, Haruki Murakami, Ondjaki, Catarina Gomes, Sérgio Rodrigues, Cláudia R. Sampaio e Afonso Reis Cabral.

A Gradiva presta homenagem a Eduardo Lourenço, com a edição de um volume intitulado “Ver é Ser Visto”, que reúne um conjunto de “ensaios essenciais” do autor selecionados por Guilherme d’Oliveira Martins, que assina também a introdução, e com prefácio de José Tolentino de Mendonça.

Pelas Edições 70 vai sair “Orientalismo – Representações Ocidentais do Oriente”, de Edward W. Said, e “Zonas de Baixa Pressão”, crónicas escolhidas de António Guerreiro.

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