Com direção artística de John Romão, a próxima edição da bienal partirá do tema "Prove You're Human" ("Prova que és humano", em tradução livre) e decorrerá de 3 de setembro a 17 de outubro.

Um dos destaques será a estreia mundial da peça "Andy", primeira experiência do realizador norte-americano Gus Van Sant na criação de palco, inspirada no artista plástico Andy Warhol, com direção musical de Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e elenco composto por adolescentes e jovens.

As apresentações de "Andy" decorrerão no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e no Teatro das Figuras, em Faro.

A bienal decorrerá num tempo marcado por uma pandemia, e que, segundo o diretor artístico é "uma oportunidade para a cultura e as práticas artísticas mobilizarem o mais profundo sentido de coletivo e de provarem a sua humanidade", lê-se na nota de imprensa.

Além do espetáculo comissariado por Gus Van Sant, nome de relevo do cinema independente norte-americano, a programação da bienal BoCA contará ainda com intervenções artísticas de Grada Kilomba e Andreia Santana.

Ao longo das sete semanas da bienal, Grada Kilomba terá em exposição junto ao Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, a obra "O Barco", uma instalação de grande escala que remete para o tempo histórico de transporte de escravos africanos e que esteve a concurso em 2019 para o projeto de um Memorial de Homenagem às Pessoas Escravizadas, na capital.

Nascida em Lisboa, com raízes em São Tomé e Príncipe e Angola, Grada Kilomba reside em Berlim e o seu trabalho desenvolve-se através de instalação visual, literatura, performance, sobre memória, racismo, colonialismo e pós-colonialismo.

Segundo a BoCA, nesta edição acontecerá ainda a estreia da instalação de vidro e ferro "Overlapses, Riddles & Spells", da artista visual Andreia Santana, Prémio Novo Banco Revelação 2016 e que a bienal considera, aos 30 anos, "uma das mais promissoras jovens artistas portuguesas".

A programação completa da terceira BoCA será anunciada em junho, sabendo-se ainda que também assinalará, num projeto a longo prazo, o centenário do nascimento do pintor e ativista alemão Joseph Beuys, que morreu em 1986.

A primeira edição da Bienal de Artes Contemporâneas - BoCA (acrónimo de ‘Biennal of Contemporary Arts’) aconteceu em 2017.

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