Anita Lane morreu esta semana, avançou a Rolling Stone sem apontar a causa da morte.

A cantautora australiana editou dois álbuns em nome próprio - "Dirty Pearl" (1993) e "Sex O'Clock" (2001) - depois de ter colaborado com bandas de culto nos anos 1980.

Lane chegou a integrar uma formação dos primeiros tempos dos Bad Seeds de Nick Cave, colaborou com grupos góticos e pós-punk como The Birthday Party, Einstürzende Neubauten ou Die Haut e cantou em discos de Barry Adamson e de homenagem a Serge Gainsbourg.

A artista começou a colaborar com Nick Cave no final da década de 1970 e coassinou canções dos seus projetos, como "From Her to Eternity" ou "Stranger Than Kindness". Lane também teve um relacionamento amoroso com o australiano, que a recordou esta semana num texto no site The Red Hand Files.

"Quando pensamos que já conhecemos a mágoa, que já nos habituámos a ela - tornando-nos mais fortes, mais sábios e mais resilientes - e que nada mais nos pode magoar neste mundo, a Anita morre", lamenta Cave.

"Toda a gente queria trabalhar com ela, mas isso era como tentar guardar um relâmpago numa garrafa", assinala ainda o cantautor, sublinhando que Lane "era o cérebro por detrás dos Birthday Party" e "a musa de toda a gente". "Como é que alguém tão luminoso podia carregar tanta escuridão?", questiona. O texto completo pode ser lido aqui.

Nick Cave e a sua mulher, Susie, também recordaram Lane nas redes sociais. A artista tem sido ainda homenageada por outros músicos:

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