Os prémios Grammy foram adiados de 31 de janeiro para 14 de março, devido à pandemia, informou a associação de profissionais da música (Recording Academy), em declarações à Associated Press.

A 63.ª cerimónia dos Grammy, evento de atribuição dos prémios da indústria discográfica americana, decorre em Los Angeles, no Staples Center, Califórnia, onde o número de infeções por COVID-19 tem vindo a crescer.

Trevor Noah será o apresentador da cerimónia e Beyoncé segue na frente da corrida aos prémios com nove nomeações. A artista concorre, por exemplo, ao prémio de Canção do Ano, Gravação do Ano, Melhor Canção Rap ou de Melhor Atuação R&B. A liderança conquistada pela cantora norte-americana surpreendeu, já quem em 2020 não lançou nenhum álbum - as colaborações, um single e o lançamento da longa-metragem no Disney+ garantiram as nomeações à artista.

Atrás de Beyoncé está Taylor Swift, que conta com seis nomeações. A cantora está na corrida nas principais categorias, como Melhor Álbum do Ano, Canção do Ano, Melhor Álbum Pop Vocal ou Melhor Atuação Pop a Solo.

Tal como Taylor Swift, o rapper Roddy Ricch e Dua Lipa também soma seis nomeações cada. Já Billie Eilish, a grande vencedora da última edição dos Grammys, soma quatro nomeações nas principais categorias, incluindo Gravação do Ano e Canção do Ano com "Everything I Wanted".

Já Ingrid Andress, Phoebe Bridgers, Chika, Noah Cyrus, D Smoke, Doja Cat, Kaytranada e Megan Thee Stallion lutam pelo galardão de Melhor Novo Artista.

A cantora portuguesa Maria Mendes também está nomeada para os Grammy, os prémios norte-americanos de música, pelos arranjos do tema "Asas Fechadas", coassinados com o pianista John Beasley.

Maria Mendes, radicada nos Países Baixos, está indicada para o Grammy de Melhores Arranjos, Instrumentais e Vocais, com o tema "Asas Fechadas", de Amália Rodrigues, que gravou no álbum "Close to me", com John Beasley e a Metropole Orkest da Holanda, lançado em outubro de 2019.

Nesta edição há a registar várias estreias em nomeações, nomeadamente do cantor Harry Styles, em três categorias com o álbum "Fine Line", os sul-coreanos BTS, nomeados para Melhor Performance em Duo ou Grupo, e os Strokes, para Melhor Álbum Rock, com "The New Abnormal".

Nas categorias de Melhor Canção Rock e Melhor Performance Rock dominam as mulheres, estando nomeadas Fiona Apple, Brittany Howard, Haim, Grace Potter, Phoebe Bridgers e Big Thief, liderados por Adrianne Lenker.

Depois de ter sido numa primeira fase menos afetada do que outros estados dos EUA, a Califórnia tem assistido, desde o início de novembro, a um aumento da covid-19 e tem registado diariamente milhares de novos casos de infeção pelo novo coronavírus.

O estado mais populoso dos Estados Unidos registou, em 31 de dezembro, um recorde de 585 mortes.

O condado de Los Angeles, o epicentro da crise pandémica na Califórnia, ultrapassou as 10.000 mortes pelo novo coronavírus, o que representa 40% das mortes na Califórnia, o terceiro estado a atingir as 25.000 vítimas mortais.

A pandemia de COVID-19 provocou pelo menos 1.854.305 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (353.131) e também com mais casos de infeção confirmados (mais de 20,7 milhões).

Os organizadores dos Grammy já tinham planeado uma cerimónia adaptada ao cenário de pandemia, sem audiência, apenas com os apresentadores e artistas convidados a atuar durante a emissão, no canal nacional CBS.

Notícia atualizada às 8h40 de 6 de janeiro com a confirmação do adiamento por parte da Recording Academy.

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