Foi em 2015 que Olly Alexander, Mikey Goldsworthy e Emre Türkmen se apresentaram ao mundo como Years and Years. O primeiro álbum, "Communion", de 2015, conquistou uma forte base de fãs e atirou a banda britânica para os primeiros grandes palcos.

Dois anos depois chegou "Palo Santo" (2018) e o sucesso do trio multiplicou-se com os novos singles. Sempre com uma identidade vincada, o vocalista Olly Alexander foi conquistando projeção individual e, em 2021, a banda anunciou que os Years and Years passariam a ser um projeto individual do músico e ator - a popularidade do britânico de 32 anos aumentou quando protagonizou a série "It's a Sin", que pode ser vista na HBO Max.

A solo, Olly Alexander lançou "Night Call" (2021), álbum com uma estética pop vibrante, com canções que nos convidam todos a ir para a pista de dançar e dançar como se ninguém estivesse a ver.

E foi o espirito de "Night Call" que Olly trouxe ao MEO Kalorama esta quinta-feira, dia 1 de setembro. Os Years and Years subiram ao palco principal às 21h00 e foram recebidos em euforia pela multidão.

Dentro de uma cabine telefónica, o artista abriu o concerto no Parque da Bela Vista, em Lisboa, ao som de "Night Call" e prendeu o público desde o primeiros minutos, juntamente com os seus bailarinos. Depois de abrir as portas, fez os fãs dançar ao som "Sweet Talker" e "Consequences", temas do último disco.

O primeiro grande momento de celebração chegou com "Shine", um dos singles mais populares entre os fãs. Sem poupar a voz, o público cantou todos os versos com Olly Alexander, que não se inibiu de mostrar os seus 'moves'. Para continuar a fazer subir a temperatura, o músico e os seus bailarinos 'soaram' nas barras de ballet.

No alinhamento seguiram-se "Play" e "Sunlight", que abriram caminho para um dos momentos mais quentes do concerto no MEO Kalorama. Em "Sanctify", Olly Alexander entrou dentro de uma casa de banho portátil e recriou cenas do videoclipe, como um 'engate' na noite.

Sempre acompanhado por um coro e um grupo de bailarinos, o britânico juntou "Worship" e "Rendezvous", convidando, mais uma vez, todos a dançar. Seguiu-se "Desire" e euforia dos fãs multiplicou-se e, nas primeiras filas, alguns fãs não se inibiram de tirar as t-shirts e dançar como se não houvesse amanhã.

Depois de alguns minutos para respirar com "Hallucination", chegou o momento mais emotivo da noite. "Como eu disse, somos os Years & Years e estamos muito felizes por estar aqui. É bom estar de volta. (...) Vamos a 'It's a Sin', uma versão dos Pet Shop Boys", atirou o cantor. Os smartphones rapidamente saltaram dos bolsos para registar o momento e a multidão cantou todos os versos da canção que fez parte da banda sonora da série homónima.

Depois de saltar do piano - uma recriação contida da atuação com Elton John nos BRIT Awards -, Olly Alexander deitou-se numa casa gigante de casal e apostou em temas do último álbum para a reta final do concerto. "Crave" e a eletrizante "Starstruck" agarram o público que se manteve firme do início ao fim.

Para a despedida, os Years and Years guardaram "If You’re Over Me" e "King", sucesso do primeiro álbum, de 2015. Sem hesitar, o público saltou e cantou do início ao fim e garantiu um dos momentos de maior comunhão e alegria da noite.

Durante uma hora, Olly Alexander foi o rei da pista de dança do MEO Kalorama e garantiu um dos concertos mais elogiados do primeiro dia do festival. A energia ilimitada, o carisma e as danças atrevidas do cantor, acompanhadas por vídeos e cenários que transportaram o público para a noite londrina, valeram-lhe uma grande ovação e coroação.

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