Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara de Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro, revela que o festival de artes de rua vai celebrar a sua 20.ª edição em dois momentos distintos: em maio, num formato digital, e em setembro “no seu palco habitual”.

“O formato será diferente, tal como a realidade pandémica o exige, mas o festival mantém o seu caráter inovador, criativo e de qualidade com que, ao longo destes 20 anos, fidelizou artistas e público”, salienta.

A programação do festival, que vai ser apresentada publicamente durante o mês de abril, conta com espetáculos da anterior edição que, devido à pandemia da COVID-19, não se realizou, bem como projetos resultantes das cinco chamadas públicas lançadas pela autarquia: Mais Imaginarius, Apoio à Criação Local, Artes Digitais, Arte Urbana e Filme Documentário.

Às cinco chamadas públicas para a 20.ª edição do Imaginarius candidataram-se 109 projetos nacionais e internacionais provenientes de 20 países (África do Sul, Alemanha, Argentina, Áustria, Brasil, Croácia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Irão, Irlanda, Israel, Itália, México, Moçambique, Nigéria, Polónia, República Checa).

Dos 109 projetos, foram selecionados 11 e atribuídas duas menções honrosas em distintas disciplinas artísticas, tais como artes performativas, circo, dança, instalação multidisciplinar, música e teatro.

Citado na nota, o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, afirma que não seria possível “deixar de realizar o nosso Imaginarius, uma referência inquestionável da criatividade e da cultura” da cidade “dentro e fora de portas”.

“Vamos fazê-lo de forma estratégica, apresentando uma solução que dá trabalho ao setor da cultura, tão devastado pela pandemia, proporciona cultura às pessoas, e não coloca em causa a saúde pública”, disse, salientando que os espetáculos que vão decorrer em setembro “cumprirão todas as recomendações de saúde e segurança”.

Também o vereador da cultura, Gil Ferreira, salienta que a estratégia “permite alimentar a esperança de apresentar as atividades presenciais do festival, adaptadas naturalmente ao novo normal, antes do final do verão de 2021”.

“A transição digital e a transição verde foram os principais objetivos estratégicos deste ciclo de governação para a cultura”, afirma.

Gil Ferreira salienta ainda que no futuro, o Imaginarius “terá um formato cada vez mais misto, trabalhando a dupla dimensão presencial e digital, atento às potencialidades de alcance e características dos públicos do futuro”.

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