
“É claro que todo este processo me deu algumas voltas cá por dentro, porque ninguém gosta de se sentar naquele banco, mas a verdade é que, agora, tenho de estar ‘agradecido’ a quem me processou. Até aqui, era apenas conhecido localmente, agora no país toda a gente me conhece”, referiu à Lusa.
Uma vizinha do cantor, de nome Alzira, sentiu-se difamada e injuriada por causa da letra daquela música, alegando que é a única pessoa da freguesia de Padim da Graça, Braga, onde o cantor vive, conhecida por “Zirinha” e que a canção insinua que manteve um relacionamento amoroso com o cantor.
Na letra, o cantor apresenta a Zirinha como amiga e diz que um dia lhe pediu para que ela a deixasse tocar no “grilo”. A Zirinha “não pôs isso em questão”, não disse que não, e então o cantor começou “a apalpar”. No refrão, Miguel Costa repete, alegremente, “Cacei o grilo na toquinha, cacei o grilo à Zirinha”.
Hoje, o cantor foi absolvido pelo Tribunal de Braga e aproveitou para destacar os “largos minutos de fama” de que beneficiou com este processo. “Só no Youtube, os vídeos dessa canção já contam mais de 80 mil visualizações”, referiu.
Seguiram-se entrevistas, reportagens e “idas à televisão”, tendo o processo judicial igualmente merecido uma inusitada cobertura mediática. “Mas o cantor é o Tony Carreira ou quê?”, perguntava uma advogada, espantada com o constante disparar dos flashes e com as câmaras de televisão todas viradas para o artista de Padim da Graça.
O certo é que, à boleia deste processo, Miguel Costa conseguiu uma nova editora e os convites para concertos “aumentaram muito”. No “forno”, prontinho a sair, tem um novo trabalho musical, que inclui um tema em que se mete com o “peixinho da Maria”. “Estou agora para ver qual vai ser a Maria que se vai meter comigo”, atirou.
Garantiu que não canta para ofender ou “chatear” seja quem for, mas sublinhou que as canções “precisam de um bocado de sal e pimenta, para terem aquele sabor”.
"Como o bacalhau quer alho, as canções também precisam de um bom tempero", rematou, com um sorriso malandro.
@Lusa
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