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O músico, de 38 anos, somou várias colaborações com outras bandas - Cool Hipnoise e Orelha Negra, por exemplo -, fez locuções e foi tocando com regularidade, de forma mais ou menos anónima, em bares.
Filho de pais angolanos, Orlando Santos nunca pôs um pé em África, mas, em entrevista à Lusa, afirmou-se africano e próximo das raízes, pela música que os pais lhe deram a ouvir, pelo contacto com o reggae, o merengue, a soul e algum jazz.
Ao fim de quase dez anos a tocar, decidiu que estava na hora de mostrar a música que foi compondo, entre a soul e o reggae mais tradicional, e o resultado é "My Soul", o álbum de estreia, em que espreitam influências de Peter Tosh, Bob Marley, Ben Harper ou Stevie Wonder.
"Percebi que ia conseguindo cantar e as pessoas iam-me dando algum alento. Não sabia de nada disto da música, acho que foi um milagre qualquer. A música recebeu-me e acolheu-me e agora tenho que continuar", disse.
Para a carreira de Orlando Santos talvez tenha sido decisivo o encontro, há dez anos, com o músico norte-americano Ben Harper, depois de um concerto deste em Lisboa. Orlando Santos pediu-lhe um autógrafo, comentou as dificuldades de encontrar uma guitarra havaiana em Lisboa e Ben Harper, em resposta, ofereceu-lhe uma e escreveu-lhe a dedicatória "mantém a tua música viva". Emocionado, Orlando Santos afirmou que não esquece a generosidade e retribuiu compondo alguns temas naquela guitarra. Duas das composições aparecem no disco de estreia.
"My Soul", gravado entre 2010 e 2012, inclui os temas "For Real", "Way to Zion", "Early in the morning" ou uma versão de "Rivers od Babylon", dos The Melodians.
@Lusa
Videoclip de "For Real":
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