Os dois partilharão o palco a 13 de maio no centro cultural Barbican, em Londres, e no dia seguinte no Festival de Norfolk e Norwich, no leste de Inglaterra, onde Mariza cancelou uma atuação em 2011 devido a complicações na gravidez.

Embora não conheça pessoalmente a portuguesa, o escocês disse à agência Lusa já ter escutado fado antes, nomeadamente Amália Rodrigues, durante uma visita a Portugal.

Roberts identifica-se com a música tradicional escocesa, cujas origens são diferentes das raízes urbanas do fado, mas compara a paixão na interpretação à das cantoras nómadas escocesas. "Consigo escutar algumas semelhanças entre cantoras escocesas de quem eu gosto, em particular a falecida mas grande Jeannie Robertson e o estilo vocal de Mariza", afirmou Roberts à agência Lusa.

O músico, que canta e toca guitarra a solo, interroga-se se o sentimento identificado pelos escoceses como "coinneach" será equivalente à "saudade" portuguesa.

O autor do álbum "A Wonder Working Stone", lançado no início do ano, pretende perguntar à fadista se ela conhece cantoras folk escocesas, em especial Jeannie Robertson.

O desconhecimento da língua portuguesa não impede Alasdair Roberts, garantiu à Lusa, de apreciar a música de Mariza, a qual descreveu como uma "artista extraordinariamente talentosa e cheia de alma com uma voz bonita e sincera".

Os dois concertos de Mariza no Reino Unido fazem parte de uma digressão internacional intitulada "Mariza nos palcos do mundo" e que contará com temas dos cinco álbuns da artista, desde "Fado em mim" (2001) até "Fado tradicional" (2010). É acompanhada por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Pedro Jóia, na viola, Yani, na viola baixo, e Vicky Fernandes, nas percussões.

Depois de ter passado por palcos no Canadá, EUA, França, Alemanha, Turquia e Sérvia, tem datas previstas para a Suécia, Polónia e Suíça.

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