
O músico José Cid foi distinguido com o Prémio Carreira dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, numa cerimónia no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, que premiou também artistas como Dillaz, Slow J, Bárbara Bandeira e Toy.
O Prémio Carreira, decidido pela direção Audiogest, que gere e representa os direitos das editoras multinacionais, nacionais e independentes, que promove os PLAY, foi entregue a José Cid pelo apresentador de televisão Júlio Isidro e pelo Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.
Júlio Isidro recordou momentos que partilhou com “o amigo” nos últimos 60 anos, antes de ser exibido um pequeno filme sobre a vida e carreira do músico, de 83 anos, responsável por temas como “Ontem, hoje e amanhã”, “Cabana junto à praia”, “A minha música”, “Cai neve em Nova York”, “Favas com Xóriço” ou “Como o macaco gosta de banana”.
Antes de receber o prémio, já em palco, José Cid começou por fazer um elogio à música portuguesa, mais especificamente à “nova música portuguesa”, que “está de grande saúde e recomenda-se”.
“Na nossa geração deixámos um legado que vocês souberam muito bem apresentar”, afirmou dirigindo-se aos músicos das novas gerações.
Recordando que deverá ser “um dos intérpretes da música portuguesa mais premiados até hoje, ao longo da história da música portuguesa”, José Cid recordou “aquele que foi o maior cantor do mundo da sua geração, que já partiu: José Afonso”.
Aproveitando o facto de haver na plateia “pessoas da política da Cultura”, José Cid sugeriu que José Afonso seja candidatado “a um prémio Nobel da poesia e da música”.
Momentos depois, ao receber o prémio das mãos do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, o músico voltou a apelar: “continuem a lutar pela ideia de que o José Afonso tem que ganhar um Nobel, sempre”.
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