
O concerto da Orquestra Gulbenkian, regida por Dalbavie, teve como solista o contratenor Yuriy Mynenko. O festival vai decorrer até ao próximo dia 22.
O programa do concerto, que é repetido na sexta-feira, no mesmo local, às 19:00, inclui ainda as peças “Gigues”, “Iberia” e “Rondes des printemps”, do compositor francês.
O Festival, uma iniciativa do Instituto Francês de Portugal (IFP) e da Fundação Calouste Gulbenkian, conjuga a realização de concertos, de exposições, conferências e “masterclasses”, com a exibição de filmes, e celebra os 150 anos do nascimento de Claude Debussy.
“Uma celebração que oferece um menu interartes”, afirma em comunicado o IFP, acrescentando que “Lisboa acolherá alguns dos mais importantes artistas contemporâneos, que interpretarão várias obras de Debussy e de outros compositores, muitas delas em antestreia mundial”.
O Festival faz parceria com a Escola Superior de Música de Lisboa e da RDP-Antena 2, que transmitirá todos os concertos, e tem o apoio do Centre de Documentation Claude Debussy e do Instituto Cervantes de Portugal.
Na próxima sexta-feira, na Fundação, pelas 21:30, após o programa orquestral, Dalbavie vai dirigir os solistas da Orquestra Gulbenkian, num recital constituído por “Sextine Cyclus”, do próprio Marc-André Dalbavie, e “Danse sacrée e danse profane”, de Debussy.
Nos dias 21 e 22, também na Gulbenkian, será interpretado o drama lírico “Le Martyre de Saint Sebastien”, obra composta por Debussy a partir de um texto de Gabriele d’Annunzio.
No âmbito do Festival é inaugurada, no sábado, às 18:00, no IFP, em Lisboa, a exposição “Debussy+”.
Claude-Achille Debussy nasceu no dia 22 de agosto de 1862 em Saint-Germain-en-Laye, e morreu em março de 1918, em Paris.
A vocação musical de Debussy foi descoberta por Fauté de Fleurville, que o preparou para entrar no Conservatório. Em 1884, venceu o Grande Prémio de Composição de Roma, viajou em seguida para Moscovo, onde se interessou pela obra do compositor Mussorgsky, esteve uns tempos em Roma, na Villa Médici, distinguido pelo prémio Roma, e regressou à capital francesa em 1887, ano em que conheceu Brahms, em Viena, viajando no ano seguinte até Bayreuth, a "pátria" de Richard Wagner.
Ao longo da carreira, Debussy compôs centenas de obras, entre música orquestral, de câmara, vocal, para bailado e para piano. A ópera “Pelléas e Mélisande” constitui, desde a sua criação, em 1902, uma referência do expressionismo francês.
@Lusa
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