É uma programação eclética, que vai de 1 de junho a 7 de setembro, encerrando a Casa da Música durante agosto, e que termina nessa data com um momento inédito: um concerto da Orquestra Sinfónica, na Avenida dos Aliados.

É o resultado de uma parceria com a Porto Vivo da Câmara do Porto, integrado no projeto “1.ª Avenida” que, no dia anterior, terá um outro concerto gratuito no mesmo local da Orquestra de Jazz de Matosinhos.

Como já começa a ser tradição desta programação intitulada “Verão na Casa Super Bock”, há concertos gratuitos (24 ao todo) na esplanada frente ao edifício da Boavista e um foco especial na “world music”, desta vez com a presença de nomes como o do duo do Mali, Amadou & Marian, de Buika (Espanha), Asif Ali Khan (Paquistão), Selah Sue (Bélgica) ou do trio global Arnaldo Antunes, Toumani Diabaté e Edgar Scandurra.

“A oferta musical, à imagem daquilo que é de resto a filosofia da programação da Casa da Música, tem a tónica da diversidade, mas tem se calhar uma ênfase maior naquilo nas músicas do mundo, com um ciclo que nós designamos ‘Grandes Vozes do Mundo’ e teremos aqui, de facto, um conjunto muito significativo de intérpretes da chamada ‘world music’, referiu o diretor artístico António Jorge Pacheco, na conferência de apresentação da programação.

A diversidade está nos géneros patente no espetro que vai da “world music” a PIL (Public Image Limited), do iconoclasta John Lyndon (Optimus Clubbing a 22 de Junho), à folk de Devendra Banhart (02 de Agosto) ou ao concerto retrospetivo de Camané com os convidados Mário Laginha e Dead Combo (29 de junho).

A música clássica também não irá faltar na programação que, aliás, abre com “Pedro e o Lobo e outras Fábulas” pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música com a narração de algumas histórias pela apresentadora Catarina Furtado e o ator João Reis. Outro destaque é a atuação do Remix Ensemble com um programa intitulado “Made in Italy”, em ano de Itália como “país tema” que conta com a presença da soprano Agata Zubel.

O programa estival decorre sob o lema “La dolce vita”, e interrogado sobre o contraste deste lema com a atualidade nacional, António Jorge Pacheco afirmou “ que nós não nos podemos, nem devemos resignar-nos a esse estado de espírito”.

“A Casa da Música quer contribuir para que as pessoas tenham uma vida um bocadinho mais doce e também momentos em que relaxem, num ambiente mais informal, nos espaços de concertos. Não digo que esqueçam, porque esquecer não é a melhor forma de nós resolvermos os nossos problemas, mas que tenham momentos de lazer, de entretenimento inteligente e que partilhem um espírito mais relaxado, que é o espírito de verão na Casa”, concluiu.

@Lusa