Owen Wilson,
Marion Cotillard,
Rachel McAdams,
Kathy Bates e
Adrien Brody são algumas das estrelas esperadas hoje ao final do dia na passadeira vermelha da 64ª edição do Festival de Cannes, a acompanhar o realizador
Woody Allen para a estreia mundial do filme de abertura do evento,
«Midnight in Paris», a mais recente comédia do cineasta nova-iorquino. Uma escolha que parece garantir o quociente necessário de gente conhecida na cerimónia de arranque do certame, embora a figura mais discutida do elenco já tenha confirmado que não vai comparecer:
Carla Bruni, primeira-dama de França, já sublinhou que não estará presente por «razões pessoais e profissionais» mas que mesmo assim estaria interessada em ver um dos filmes potencialmente mais incendiários do programa:
«La Conquête», exibido fora de competição, que recria a polémica ascensão ao poder do presidente francês
Nicolas Sarkozy.

Entre as obras mais esperadas na Competição Oficial contam-se os mais recentes filmes de alguns dos grandes mestres do cinema moderno:
Pedro Almodóvar com
«La Piel Que Habito», um drama de vingança sobre um cirurgião plástico em perseguição do homem que lhe violou a filha, e que volta a reunir realizador manchego a
Antonio Banderas mais de 20 anos após o último filme juntos,
«Ata-me!»;
Nanni Moretti com o potencialmente polémico
«Habemus Papam», com
Michel Piccoli como um papa recém-eleito esmagado pelas dúvidas;
Lars von Trier com
«Melancholia», com
Kirsten Dunst e
Charlotte Gainsbourg como duas irmãs desavindas com o fim do mundo à beira de acontecer; os irmãos
Jean-Pierre e
Luc Dardenne, já com duas Palmas de Ouro no currículo (por
«Rosetta» e
«A Criança») com
«Le Gamin au Vélo», sobre um jovem de 12 anos em busca do pai que o abandonou; e ainda o sempre esquivo
Terrence Malick com o muito aguardado
«A Árvore da Vida», com
Brad Pitt e
Sean Penn como pai e filho em linhas temporais aparentemente distintas (e com o aparecimento de ambos na passadeira vermelha a ser ansiosamente aguardada por paparazzi de todo o mundo, até porque o primeiro deverá surgir com
Angelina Jolie e o segundo com
Scarlett Johansson).

Muito aguardadas na competição são também as mais recentes fitas de cineastas de prestígio como o italiano
Paolo Sorrentino com
«This Must be the Place» (também protagonizado por Sean Penn), o turco
Nuri Bilge Ceylan com
«Once Upon a Time in Anatolia», o finlandês
Aki Kaurismäki com
«Le Havre» e a japonesa
Naomi Kawase com
«Hanezu no Tsuki», além do sempre prolífico e polémico
Takashi Miike, com
«Hara-Kiri: Death of a Samurai». Por seu turno, o incontornável
Gus van Sant, vencedor da Palma de Ouro com
«Elephant», vai ver o seu mais recente filme,
«Restless», ser apresentado na secção Un Certain Regard.

Fora de competição, como de costume, estão algumas das películas que prometem chamar mais a atenção da comunicação social de todo o mundo. Além do filme de abertura, «Midnight in Paris», estrearão também no festival a quarta fita da saga
«Piratas das Caraíbas» (com a presença de
Johnny Depp a garantir certamente um dos momentos mais disputadas entre os fotógrafos na passadeira vermelha),
«The Beaver», o novo filme realizado por
Jodie Foster com
Mel Gibson a usar a marioneta de um castor para sair de uma depressão nervosa (um filme cuja história tem óbvios paralelos com a do actor e cuja estreia foi adiada devido os seus recentes problemas com a justiça), o já referido «La Conquête», ou o mais recente filme de
Christophe Honoré,
«Le Bien-Aimés», com
Catherine Deneuve,
Ludivine Sagnier,
Louis Garrel and
Chiara Mastroianni, que vai encerrar o Festival.

Claro que no meio disto, e entre as habituais secções paralelas onde surgem, por vezes, as maiores surpresas, não faltam as estreias que aproveitam maioritariamente o festival para chamar atenção sobre si próprias. Um dos casos certamente mais falados este ano será o de
«Unlawful Killing», um documentário sobre a morte da Princesa Diana que não será exibido em Inglaterra devido aos cortes impostos pelos advogados, e que promete dar muito que falar, até por conter uma imagem da princesa de Gales logo a seguir ao acidente.

Quanto a Portugal, a presença é escassa este ano, merecendo destaque a escolha de
João Pedro Rodrigues para membro do Júri Cinefondation e Curtas-metragens (em parceria com nomes como
Michel Gondry e
Corneliu Porumboiu), de
João Trabulo como o representante nacional da iniciativa Producers on the Move, e da curta-metragem
«A Nuvem», co-produzida pela O Som e a Fúria, para a importante secção Quinzena dos Realizadores.

A partir de hoje, o SAPO Cinema vai acompanhar o festival, através do
site especial, com todas as notícias, reportagens em vídeo e as melhores imagens de Cannes. Entre os dias 17 e 22, uma equipa do SAPO Cinema vai estar em Cannes para trazer todas as novidades a partir do centro da acção.

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