Após "Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias" (2017), Johnny Depp ia ganhar 22,5 milhões de dólares pelo sexto filme da franquia "Piratas das Caraíbas", mas após a sua ex-mulher Amber Heard o acusar de violência doméstica, a Disney descartou o projeto, informou esta segunda-feira o agente do ator.

Jack Whigham, que prestou depoimento por vídeo a um tribunal dos arredores de Washington onde decorre há três semanas um julgamento envolvendo os ex-cônjuges, disse que a coluna de Amber no jornal Washington Post foi "catastrófica" para a carreira de Depp em Hollywood.

"Depois do artigo, foi impossível conseguir-lhe um filme de estúdio", contou Whigham ao júri de sete pessoas no tribunal da Virgínia.

Agente de Depp desde 2016, ele disse que um acordo tinha sido fechado com a Disney para que o ator voltasse a interpretar o capitão Jack Sparrow no sexto filme: "Fechámos em 22,5 milhões de dólares".

No entanto, a Disney decidiu seguir por "uma direção diferente" após a publicação do artigo de Amber no Post, em dezembro de 2018, relatou Whigham.

Depp processou Amber por difamação pela coluna em que ela se descreveu como "uma figura pública que representa a violência doméstica".

Questionado pelos advogados de Amber, Whigham disse que o acordo com a Disney sobre a compensação de Depp por um novo filme foi verbal: "Houve um entendimento sobre qual seria o acordo."

Esta segunda-feira também depôs Travis McGivern, membro da equipa de segurança de Depp, que disse que testemunhou uma discussão entre o casal na seu apartamento em Los Angeles durante a qual Amber deu um soco no rosto de Depp, lançou uma lata de bebida e cuspiu no ator.

O guarda-costas disse que escoltou Depp "para sua segurança".

"Era a altura de fazer o meu trabalho e tirá-lo de lá", testemunhou.

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