Nem a adaptação de horários salvou os cinemas portugueses, que ficaram quase sem espectadores por causa do encerramento de todos os equipamentos culturais às 22:30 durante os dias da semana e o recolher obrigatório entre as 13:00 e as 5:00 durante o fim de semana em 191 concelhos.

No "fim de semana" forte de cinema, entre quinta-feira, dia das estreias, e domingo (12 a 15 de novembro), foram vendidos pouco mais de 8.600 bilhetes, de acordo com o ranking divulgado hoje (16) pelo Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

O filme mais visto foi "Um Último Golpe", com 1.546 espectadores.

Por comparação, no fim de semana entre 5 e 8 de novembro, ainda foram vendidos mais de 32 mil bilhetes e o filme de ação com Liam Neeson tinha liderado com 6.447 espectadores.

Os números hoje conhecidos fazem a afluência às salas recuar à afluência do início de julho.

Forçados a fechar a meio de março por causa da pandemia, os cinemas puderam reabrir a 1 de junho: nesse mês, as salas receberam 12.400 espectadores, o que representou 1% da assistência registada em junho de 2019.

Desde então, começou uma progressiva recuperação de espectadores e receitas até ao primeiro fim de semana de setembro, quando "Tenet" e "After - Depois da Verdade" contribuíram para levar mais de 85 mil espectadores aos cinemas.

Posteriormente, com os estúdios de Hollywood a voltarem a adiar os grandes filmes, a afluência voltou a cair lentamente e em outubro, a média dos fins de semana já estava em pouco mais do que 30 mil espectadores.

A 5 de novembro, a Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais (FEVIP) alertou que mais de metade das salas de cinema em Portugal pode encerrar até ao final do ano se não existirem mecanismos de apoio face à pandemia.

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