A cerimónia dos Óscares prevista para 25 de abril vai incluir por Londres, Paris e eventualmente outras cidades para os nomeados que não possam viajar para Los Angeles por causa das restrições das viagens em consequência da pandemia.

A novidade foi dada num encontro virtual esta terça-feira dos representantes dos estúdios e dos nomeados para os Óscares com os produtores da cerimónia Steven Soderbergh (realizador do filme "Contágio"), Jesse Collins e Stacey Sher, juntamente com o Doutor Erin Bromage, consultor sobre a COVID-19 para a cerimónia.

"Londres está 100% confirmado. Estamos em negociações em relação ao local. Ainda não podemos partilhar a informação. Não haverá mais bilhetes [para a cerimónia]... é o nomeado e mais uma pessoa", informou Sher aos interlocutores no encontro. A cidade foi descrita como "hub central" por uma das fontes, enquanto Paris seria "hub-satélite".

Conheça a lista completa de nomeados aos Óscares
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A Union Station, a principal estação ferroviária de Los Angeles, e a casa "tradicional" do Dolby Theatre, tinham sido os locais inicialmente indicados num email enviado aos nomeados a 18 de março, em que se descrevia a preparação de um espetáculo "íntimo, em pessoa" com medidas de segurança iguais às que existem na rodagem dos filmes em relação à pandemia.

Mas a Academia começou a receber queixas diretamente dos estúdios e agentes por não existir a opção do zoom para os que não possam comparecer por razões de agenda ou por não se sentirem confortáveis para viajar nesta altura.

Os nomeados que se desloquem de fora dos EUA sem estarem vacinados terão de cumprir obrigatoriamente dez dias de quarentena, e os estúdios e distribuidores mais pequenos manifestaram-se preocupados por não terem orçamento para suportar o "pesadelo logístico" das deslocações e os custos das estadias.

No encontro de hoje, os produtores informaram que os custos adicionais do confinamento em Los Angeles serão suportados pelos parceiros económicos da cerimónia: companhias aéreas e hotéis.

Mas muitos nomeados estão na Europa, onde vários países estão em diferentes fases de confinamento e com restrições a viagens ao estrangeiro consideradas não essenciais.

Outros também estão a trabalhar: para vir aos Óscares, podem ter de ficar em quarentena não só em Los Angeles como quando regressarem, o que na prática pode parar as produções em que estão envolvidos todo o mês de abril.

Segundo a Variety, Steven Soderbergh e Stacey Sher pediram desculpa pelas orientações confusas e reafirmaram que ainda estão a definir a organização logística  da cerimónia. O realizador prometeu ainda maior "transparência" as partir de agora.

Segundo a imprensa especializada, os produtores ainda têm a esperança que a maioria dos nomeados possam estar presentes em Los Angeles.

O plano passa por seguir o exemplo da cerimónia dos Grammys (que partilha com os Óscares Jesse Collins como produtor), rodando os nomeados na Union Station como precaução para facilitar a gestão do distanciamento social.

Apesar da flexibilização dos organizadores, eles querem limitar ao máximo as intervenções pela internet, que geraram críticas e deceção noutras cerimónias prejudicadas pela pandemia, como os Globos de Ouro no mês passado.

Sobre o Zoom, Soderbergh explicou que a "esperança" é que "não se tenha de chegar a isso" porque estão a trabalhar para criar uma cerimónia visualmente impressionante, filmada como se fosse cinema.

"Este é o auge. Este é o maior evento em direto no mundo. E há uma expectativa de excelência criativa... e uma das partes mais importantes disso é a do público", recordou Collins.

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