O conhecido ator secundários de filmes e séries americanas Michael Constantine morreu aos 94 anos, de causas naturais, no passado dia 31 de agosto.

A notícia foi confirmada esta quarta-feira pela sua família e pelo agente à comunicação social.

O seu papel mais famoso foi o de Gus Portakos, o adorável pai da personagem de Nia Vardalos em "Viram-se Gregos para Casar" ("My Big Fat Greek Wedding"), de 2002, um dos filmes independentes de maior sucesso nas bilheteiras da história do cinema.

A personagem cuja cura para tudo eram alguns esguichos de uma garrafa de Windex e dizia que todas as palavras tinham origem grega, incluindo por exemplo "kimono", regressou numa série em 2003 que não passou da primeira temporada e na sequela para o cinema de 2016.

Nia Vardalos, protagonista e argumentista dos filmes, homenageou o ator nas redes sociais pouco depois de ser conhecida a notícia com duas imagens, a primeira com os atores e a segunda ao lado do seu pai na vida real, também já falecido.

"Michael Constantine, o pai da nossa família de atores, um presente para a palavra escrita e sempre um amigo. Representar com ele veio com uma onda de amor e diversão. Vou valorizar este homem que deu vida ao Gus. Deu-nos tantos risos e agora merece descansar. Adoramos-te, Michael", escreveu na primeira mensagem.

Nascido em 1927 nos EUA, filho de imigrantes gregos, Michael Constantine começou a trabalhar em pequenos papéis no teatro aos 20 e poucos anos, estreando-se ainda no cinema ao lado de Mickey Rooney em "The Last Mile", de 1959.

O pequeno, mas memorável papel de Big John, ao lado de Paul Newman, Jackie Gleason, Piper Laurie e George C. Scott em "A Vida É Um Jogo" (1961) lançou-o para uma década de participações como ator convidado em muitas séries, como "Os Intocáveis", "Quinta Dimensão", "Perry Mason", "O Fugitivo", "Ironside" e "Missão Impossível".

O momento de viragem na carreira chegou em 1969 com o papel do diretor de liceu que tentava ensinas os estudantes a ser toletantes em relação a um professor de raça negra na série de sucesso "Room 222", que durou cinco temporadas até 1974 e lhe valeu o Emmy, o "Óscar" da TV.

Durante os anos 1970 e 1980, continuou a participar como convidado em séries, como as incontornáveis "O Barco do Amor", "Crime, Disse Ela" ou "Um Anjo na Terra", virando-se de forma mais visível para o cinema na década a seguir, com papéis secundários em "Confronto de Rivais", ao lado de Nicolas Cage (1993), "Uma Vida", com Michael Keaton e Nicole Kidman, ou como o juiz em "A Jurada", com Demi Moore (1996).

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