"Inferno" caiu com estrondo nas bilheteiras dos EUA, não conseguindo sequer atingir os 25 milhões de dólares antecipados pelos analistas: ficou-se pelos 15 milhões, suficiente para um mero segundo lugar.

O declínio de interesse dos espectadores americanos nas aventuras sobre o especialista de Harvard Robert Langdon é evidente: "O Código Da Vinci" começou nos 77 milhões em 2006 e a sequela, "Anjos e Demónios", nos 46,2 em 2009. O primeiro chegou aos 218 no mercado americano e o segundo aos 133, valores que "Inferno" ficará longe de atingir.

Os valores de 2009 e os sete anos que passaram antes de surgir o terceiro filme não passaram despercebidos à Sony, que começou a cortar despesas: "Inferno" custou cerca de 75 milhões, metade de "Anjos e Demónios".

Ainda assim, esta estreia é muito humilde para um filme lançado em 3576 salas e principalmente um grande embaraço para o estúdio Sony, o realizador Ron Howard e Tom Hanks, ultrapassados pela segunda semana de exibição da comédia de Tyler Perry "A Madea Halloween", que fez 16,67 milhões de dólares.

Entre as razões apontadas para o fracasso nos EUA estão o jogo da World Series entre Chicago Cubs e Cleveland Indians, o começo de época da NBA e a decisão de lançar nos cinemas em pleno Halloween, tradicionalmente um dos fins de semana mais fracos nas bilheteiras. As críticas ao filme também não ajudaram: são as piores da saga.

Resta a consolação do mercado internacional, onde historicamente a saga baseada nos livros de Dan Brown ganhou mais de 70% das suas receitas. Aí, "Inferno" já juntou 133 milhões de dólares (951 mil de Portugal, correspondentes a 156 mil espectadores), mas ainda terá de percorrer um longo caminho para impedir a reforma cinematográfica de Robert Langdon.

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