Zsa Zsa Gabor completaria 100 anos de vida esta segunda-feira.

Filha de um pai comerciante de diamantes e uma mãe que sonhava em ser atriz, a estrela húngara, falecida a 18 de dezembro, ocupou as manchetes pelos seus nove casamentos, as suas escapadelas românticas e os seus problemas legais e financeiros.

Sari Gabor estreou-se em palco em 1936, no mesmo ano em que começou a realmente a dar nas vistas ao ser coroada Miss Hungria, e deixou o seu país com as suas duas irmãs Eva e Magda para os EUA em 1941.

Em Hollywood, as "Gabor sisters" tornaram-se famosas e as suas belezas exóticas valeram-lhes alguns papéis nas mais diversas produções. No caso de Zsa Zsa, notada também pela sua franqueza e humor, o musical “O Amor Nasceu em Paris”, de Melvyn LeRoy, e a comédia “Não Estamos Casados” deram-lhe os primeiros papéis secundários com alguma notoriedade em 1952.

Logo a seguir, John Huston deu-lhe um dos poucos papéis de protagonista da sua carreira em “Moulin Rouge”, como Jane Avril (foto).

Ao longo da década, foi-se mantendo ativa, destacando-se em fitas como “Lili”, “Amores de um Canalha”, "Pepe", “O Valete de Ouros” e "A Sede do Mal", de Orson Welles.

Ainda assim, a sua verdadeira popularidade deveu-se não propriamente às suas prestações como atriz mas principalmente à sua movimentada vida social e afetiva, que encheu as páginas das revistas cor-de-rosa durante décadas.

Os seus nove casamentos deram muito que falar ao longo das décadas (um dos quais foi anulado, com Felipe De Alba, na foto, durou aproximadamente 24 horas), sendo que o último, com Frédéric von Anhalt, que durou desde 1986, lhe valeu o título (muito questionado) de Princesa Von Anhalt, Duquesa da Saxónia.

As três irmãs contabilizaram um total de 18 divórcios entre as três, para gáudio da imprensa de mexericos, mas no caso de Zsa Zsa Gabor, o brilho do seu papel de socialite foi sendo sempre apimentado pelas várias graçolas que invariavelmente fazia sobre o amor e o matrimónio, que se tornaram altamente citáveis.

Com Frank Sinatra, Richard Burton e Sean Connery entre os seus amantes, ficou célebre por exemplo a resposta quando alguém lhe perguntou uma vez “Quanto maridos já teve?”: “Além dos meus?”

Ela tornou-se assim uma das primeiras celebridades de Hollywood no sentido mais moderno da palavra, cuja fama não derivava propriamente de qualquer talento mas sim do simples facto de existir e de ter um estilo de vida de tal forma luxuoso e uma personalidade de tal forma extravagante que acabaram por suscitar a curiosidade de toda a gente.

Em 1989, Gabor fez manchetes depois de ter agredido uma agente da polícia que a tinha multado em Beverly Hills, e passou três dias na cadeia. Dois anos depois gozava com o episódio no início de "Aonde é Que Pára a Polícia 2 1/2: O Cheiro do Medo" (1991).

Em 1994, foi colocada sob proteção da lei de falências para escapar aos seus credores, após ter sido condenada a pagar  3,3 milhões de dólares por difamar a atriz Elke Sommer e por romper um contrato publicitário. Ainda processou a sua única filha, Francesca Hilton, falecida em 2015, acusando-a de lhe ter roubado dois milhões de dólares, aceitando um empréstimo imobiliário garantido pela luxuosa mansão da mãe em Bel-Air (Los Angeles).

Em novembro de 2002, um acidente de automóvel deixou-a parcialmente paralisada e numa cadeira de rodas. Um processo judicial contra sua cabeleireira, que estava a conduzir, garantiu-lhe dois milhões de dólares em indemnização.

Três anos depois, em 2005, sofreu um derrame, e, em 2011, foi submetida à amputação de parte da perna direita, mas ainda chegou a dizer que queria confiar o seu corpo ao polémico anatomista alemão Gunther von Hagens para ser "plastificado" após a sua morte.

Na sua biografia escrita com Wendy Leigh em 1993, Zsa Zsa Gabor lamentou que "a vida é muito curta", mas ela soube gozar a sua como poucos...

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