Tom Cruise não está arrependido da descompostura que deu aos gritos e palavrões a cerca de 50 membros durante a rodagem do sétimo filme "Missão Impossível" após apanhar duas pessoas a não seguir as regras de distanciamento social.

"Disse o que disse", assumiu numa entrevista à revista britânica Empire sobre a gravação que se tornou viral em dezembro do ano passado.

OIÇA A GRAVAÇÃO.

Na altura, o ator manteve o silêncio (público), mas agora deu a sua versão e explicou que a sua frustração se deu por causa do aumento dos casos de infeção com COVID-19 na Grã-Bretanha durante a rodagem.

Destacou ainda que se estava a dirigir a pessoas específicas que tinham desrespeitado os protocolos de segurança e não toda a equipa.

"Havia muito em jogo naquela altura. Mas não era toda a minha equipa. Pedi que a equipa saísse do 'set' e eram apenas algumas pessoas específicas", explicou.

Além de ser a estrela principal, Tom Cruise tem responsabilidades acrescidas como produtor num filme que custa mais de 200 milhões de dólares. Na altura da gravação, a estreia do filme já tinha sido adiada de 23 de julho de 2021 para 19 de novembro (está agora a 27 de maio de 2022).

Após a rodagem ter sido interrompida em fevereiro do ano passado em Veneza por causa da pandemia, ele liderou os esforços para a produção ser uma das primeiras a recomeçar no verão com grandes medidas de segurança para evitar mais atrasos, chegando a pagar do seu bolso o aluguer de um navio para manter a equipa isolada durante a estadia na Noruega.

"Todas estas emoções estavam a passar pela minha cabeça. Estava a pensar nas pessoas com quem trabalho e na minha indústrias. E foi um grande alívio para toda a equipa saber que tínhamos começado o filme. Foi muito emocional", revelou à revista.

Segundo o jornal the Sun, Tom Cruise "explodiu" após apanhar dois membros a menos de um metro de distância a olhar para o ecrã de um computador, não cumprindo as protocolos de segurança para que não surjam casos de COVID-19.

"Quero o padrão de excelência. Estão a fazer agora filmes em Hollywood por nossa causa! Porque acreditam em nós e no que estamos a fazer! Estou ao telefone com todos os estúdios à noite, seguradoras, produtores, e eles estão a olhar para nós e a usar-nos para fazer os seus filmes. Estamos a criar milhares de empregos. Nunca mais quero voltar a ver isso! E se não o fizerem [cumprir as regras] estão despedidos, se vos volto a ver a fazer isso vão daqui para fora. E se alguém nesta equipa o fizer, acabou — e tu também e tu também. E tu, nunca mais voltes a fazer isso", ouve-se logo nos primeiros momentos da gravação, com palavrões pelo meio.

"Nada de desculpas. Podem dá-las às pessoas que estão a perder as suas casas por causa da nossa indústria estar fechada. Não vai colocar comida nas suas mesas ou pagar a universidade. É com isso que durmo todas as noites. O futuro da nossa indústria. Portanto, lamento muito, estou para lá das vossas desculpas", continua a gravação com a estrela claramente frustrada com a situação.

"Não vamos interromper este filme! [...] Estou a ser claro? Percebem o que quero? Entendem a responsabilidade que têm? Porque vou lidar com os vossos motivos. E se não conseguirem ser razoáveis e eu não conseguir lidar com a vossa lógica, estão despedidos. É isso. Confio em vocês para estarem aqui [...] Filmes estão a fazer-se por causa de nós. Se pararmos vai custar às pessoas empregos, as suas casas, as suas famílias. É isso que está a acontecer [...] E eu importo-me com vocês, mas se não me vão ajudar, vão embora. OK? Veem aquela pau? Quantos metros são?", continua a ouvir-se na gravação com mais de dois minutos.

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