O mito de Robin dos Bosques tem sido terreno fértil para o cinema, que em quase todas as décadas da sua história tentou dar novas roupagens ao mito britânico do justiceiro que roubava aos ricos para dar aos pobres.
«Aventuras de Robin dos Bosques», protagonizado por
Errol Flynn em 1938, é o mais mítico de todos esses filmes, a encarnação mais que perfeita do herói, em que todas as peças da lenda se cristalizaram, mas houve outras também importantes.

Apesar de algumas curtas-metragens mudas, a longa-metragem
«Robin dos Bosques», de 1922, foi o primeiro filme com o herói a marcar o imaginário colectivo, com o garboso e ultra-atlético
Douglas Fairbanks a deixar a sua marca na personagem.

Após o extraordinário sucesso do filme de Michael Curtiz com Errol Flynn, outros tentaram seguir por outras vias com o herói, quase sempre sem sucesso de maior. Em 1946
Cornel Wilde interpretou o simpático
«O Filho do Robin dos Bosques» e em 1950 foi John Derek a encarnar o arqueiro em
«A Vitória de Robin dos Bosques», duas fitas medianamente populares.

Maior êxito teve Richard Todd numa produção de
Walt Disney de 1952,
«Robin dos Bosques, o Justiceiro», uma aventura que merece ser redescoberta.

Em 1954, a produtora britânica Hammer Films estreia-se no cinema a cores com
«Men of Sherwood Forest», primeira de três incursões no universo de Robin Hood. A mais importante é a segunda,
«Robin dos Bosques, o Invencível», realizado pelo excelente
Terence Fisher e protagonizado por Richard Greene, que encarnara a personagem numa célebre série de televisão, com um tema musical que ainda ecoa no ouvido de muitos. Mais esquecida está a terceira,
«A Challenge for Robin Hood», de 1967.

Os anos 70, viram duas visões invulgares do herói no cinema:
«Robin dos Bosques», filme animado da Disney com animais antropomorfizados e uma raposa como Robin; e
«A Flecha e a Rosa», excelente versão revisionista de
Richard Lester, com
Sean Connery e
Audrey Hepburn como uns envelhecidos Robin e Marian.

Em 1991, Robin Hood voltou às bocas do mundo do cinema ao ser novamente protagonista de duas longas-metragens:
«Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões», um grande sucesso de público mas com o norte-americano
Kevin Costner a ser muito criticado no papel principal, e
«Robin dos Bosques», com
Patrick Bergin, um telefilme de cariz mais realista, que estreou nos cinemas da Europa e do Japão.

No ano seguinte,
Mel Brooks realizou a sua última paródia delirante no cinema,
«Robin Hood: Heróis em Collants», filme muito elogiado por
Ridley Scott, realizador
da versão mais recente, protagonizada por
Russell Crowe.

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