O cineasta lituano Mantas Kvedaravicius, de 45 anos, morreu quando tentava sair de Mariupol, a cidade portuária do sudeste da Ucrânia cercada pelas forças russas, anunciaram este domingo as autoridades ucranianas.

O seu carro foi atingido por um rocket no sábado. Levado para o hospital, não foi possível salvá-lo.

A imprensa internacional destaca que era odiado na Rússia por ter documentado crimes de guerra no filme "Mariupolis". Antes, fez filmes na Chechénia.

"Os ocupantes russos mataram o cineasta lituano Mantas Kvedaravicius, autor do documentário 'Mariupolis', quando ele tentava sair de Mariupol", afirmou nas redes sociais o ministério da Defesa da Ucrânia.

A morte do documentarista foi anunciada pelo cineasta russo Vitali Manski, fundador do famoso festival moscovita Artdocfest, para o qual Mantas Kvedaravicius havia sido convidado.

"Ele foi morto hoje em Mariupol, com a câmara na mão, nesta guerra de m**** do mal contra todo o mundo" escreveu Vitali Manski no Facebook.

O ministério lituano das Relações Exteriores declarou-se em choque com a morte.

"Eles mataram-no em Mariupol, onde documentava as atrocidades da guerra da Rússia. O seu filme anterior, 'Mariupolis' (2016), relatava a história de uma cidade cercada com uma grande vontade de viver", afirma uma nota da diplomacia lituana.

Mantas Kvedaravicius, nascido em 1976, ganhou fama justamente com este filme, rodado na cidade ucraniana e exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Berlim em 2016.

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