“Estamos fortemente empenhados” na reconstrução, tratamento, conservação, recuperação de várias peças do acerv0 e a colaborar com as autoridades brasileiras, disse à Lusa a coordenadora de Cultura da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, Isabel de Paula.

Com mais de 200 anos, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo e património do Brasil, foi reduzido a escombros no dia 2 de setembro de 2018 por um incêndio que destruiu grande parte de seu acervo de 20 milhões de peças.

O prédio histórico, que inicialmente serviu como palácio imperial do Brasil, abrigava o maior museu de história natural da América Latina e um dos cinco maiores do mundo do género.

Assim que terminou o incêndio, explicou Isabel de Paula, a UNESCO enviou de imediato “uma equipa de especialistas internacionais para apoiar nas primeiras ações”.

“Por meio da UNESCO foram contratados os projetos de arquitetura para a reconstrução do Museu Nacional“, acrescentou, garantindo: “É um dos nossos maiores projetos de cultura”.

Agora, para as celebrações do bicentenário da independência do Brasil, a 7 de setembro de 2022, a UNESCO, que colabora com as autoridades brasileiras tem previsto a “entrega das primeiras obras, de alguma parte das fachadas do Museu” e da cobertura de um dos blocos.

A inauguração total do museu está prevista para 2026, altura em que se prevê a conclusão das obras de reconstrução do Palácio Imperial cujo custo estimado da reconstrução é de 385 milhões de reais (cerca de 62,8 milhões de euros).

A estimativa é que as novas áreas expositivas ocupem um espaço de cerca de 5.500 metros quadrados, divididos em quatro circuitos, para os quais serão necessárias cerca de 10.000 peças.

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