
Esta será a terceira edição em que o festival olha para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), depois de, em 2020, ter versado sobre Fome, Pobreza e Desigualdades e, em 2021, ter olhado para a Saúde.
Para a 24.ª edição, o Porto Cartoon World Festival irá pensar os ODS quatro e cinco, a Educação e a Igualdade de Género, adiantou hoje a organização, em conferência de imprensa que aconteceu por videoconferência.
O diretor do Museu Nacional da Imprensa, promotor desta iniciativa, Luíz Humberto Marcos, adiantou que as figuras homenageadas da edição do próximo ano serão o aviador Carlos Gago Coutinho, “porque no próximo ano se celebra a travessia do Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro”, e Greta Thunberg, uma “ativista que surgiu de uma tomada de posição inicialmente muito isolada e que depois conseguiu agregar o mundo todo”.
“Temos procurado homenagear sempre uma pessoa viva e uma pessoa que já nos deixou, mas que deixou um legado muito importante”, frisou.
Para o responsável, “a caricatura é para brincar, é para fazer rir, mas é para homenagear através do riso”.
Na sessão estiveram também presentes representantes das entidades parceiras, que farão parte do júri do certame.
Anna-Paula Ormeche, representante da Comissão Nacional da UNESCO, destacou a “relevância dos principais temas escolhidos para 2022” e que o cartoon é uma “ferramenta de elevado valor educativo”.
Também Maria José Magalhães, presidente da UMAR – União de Mulheres, Alternativa e Resposta, realçou o “significado cultural e simbólico desta iniciativa”.
“O cartoon é uma ferramenta fundamental, aquilo que o povo costuma dizer, uma bofetada de luva branca, ou seja, é lutar, de forma pacífica, com a ironia e o argumento”, afirmou, frisando a luta pela “Igualdade de Género consubstanciada no equilíbrio da hierarquia social, que assenta nas relações de poder de género”.
Para Joaquim Peixoto, da Associação Ambiental Zero, o “humor sofisticado é também uma forma de intervir na sociedade, tal como a Zero o faz”.
Os Museus da Marinha e do Ar assumiram o compromisso com esta iniciativa, integrando o júri e apoiando a itinerância da mostra, e saudaram a pertinência da homenagem.
Comentários