Em comunicado enviado à Lusa pela DGLAB, pode ler-se que o “júri considerou que o livro, ‘eximiamente pensado e executado, revela um compromisso sincero com um modelo tradicional de livro – ilustrado por exemplo pela opção pela capa dura’”.

“O júri acrescentou ainda o ‘caráter disruptivo extremamente consciente, que alia a forma – num desdobramento das páginas em harmónio – com o conteúdo, remetendo claramente para a génese do poema que é apresentado ao longo das páginas, gerado através de recombinações infinitas’”, acrescentou o mesmo texto.

O livro consiste em "poemas gerados a partir da declinação infinita do tema 'When I was Young' de Genesis P-Orridge", segundo o texto da apresentação da obra, que aconteceu na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, em março.

Duas menções especiais foram ainda atribuídas, aos livros “1961–1992 Japan”, com ‘design’ e edição de And Atelier (João Araújo e Rita Huet), e “Encontros de Novas Dramaturgias, 5.ª Edição”, com ‘design’ de Macedo Cannatà e edição do Colectivo 84.

O júri do prémio foi composto por Ana Baldaia, Dayana Lucas, Isabel de Lucena e Nuno Ferreira de Carvalho, tendo avaliado 141 livros candidatos.

Adicionalmente, foram selecionadas mais 17 obras que vão competir na ‘Best Book Design From All Over The World 2023’ (“Melhor Design de Livro de Todo o Mundo”, traduzido do inglês), da fundação Buchkunst.

O Prémio Design de Livro foi criado em 2017 pela DGLAB, “com o objetivo de promover o ‘design’ e a qualidade de produção dos livros, valorizando o trabalho de editores, autores, ‘designers’, empresas gráficas e de todos aqueles que contribuem para o resultado final, conseguindo o melhor encontro entre conteúdo e forma no livro impresso”.

O galardão máximo tem um valor monetário de 5.000 euros, enquanto as menções honrosas consistem num montante de 1.500 euros.