“Costumamos fazer três fins de semana seguidos mas este ano optámos por fazer um fim de semana por mês para que as pessoas que pretendam assistir a todos os concertos possam repartir esse custo pelo orçamento dos diferentes meses”, afirmou Adelino Mota, diretor artístico do Festival de Jazz de Valado dos Frades.

O festival que tem como principal objetivo “divulgar novos músicos que muitas vezes não tem oportunidade de participar noutros festivais porque ainda não são conhecidos”, inicia a 3 de maio com “um programa bastante forte” com que a organização pretende manter o nível de interesse do público. “Temos uma sala com capacidade para 250 pessoas e esperamos, como nos anos anteriores, ter sala cheia em todos os concertos”, admite Adelino Mota convicto de que “a crise não vai fazer morrer o festival.

Organizado pela Biblioteca de Instrução e Recreio (BIR) de Valado dos Frades o festiva apresenta-se como “o mais antigo do distrito [de Leiria], e também da região” e conta este ano não apenas com jovens revelações mas também com músicos portugueses já consagrados.

A abertura está a cargo dos “Daerr – Bica – Stick”, grupo composto por Carsten Daerr (piano), Carlos Bica (contrabaixo) e Hanno Stick (bateria).

No, sábado, 4 de maio, é a vez do “J.C. Project” - com João Capinha (saxofones e flauta), Paulo Santo (vibrafone), Sérgio Rodrigues (piano), Francisco Brito (contrabaixo) e Vasco Furtado (bateria - e no domingo, dia 5,realiza-se o habitual “Encontro de Escolas”.

O jazz regressará ao palco da BIR, a 31 de maio, com o “Tubab Quinteto”, seguindo-se a 1 de junho, Sofia Ribeiro acompanhada de Juan Andrés ao piano, Petros Klampanis, no contrabaixo, e Marcelo Woloski, na percussão.

A 2 de junho, às 16:30, está previsto um concerto comentado, sob o título “Aprende-se a ouvir Jazz”.

O último fim de semana do festival reserva, para sexta-feira, dia 28 de junho, Daniel Bernardes Trio - “Nascem da Terra”, e para sábado, 29 de junho “The Mingus Project”.

O festival mantém o apoio da Direção Geral das Artes, embora sem revelar valor, Adelino Mota assegura que “houve um aumento no orçamento” para suportar o alargamento de cinco para oito concertos e manter o evento como “um dos festivais mais acessíveis do país”.

Os bilhetes para os concertos custam entre os seis e os dez euros.

@Lusa