A terceira edição da Mostra de Cinema do Brasil decorre este ano em ‘Drive-in’, na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, abrindo no dia 21 com “A vida invisível”, de Karim Ainouz, distinguido em Cannes no ano passado.

Contrariamente às anteriores edições, apresentadas no Cinema São Jorge, este ano a Mostra de Cinema do Brasil em Lisboa vai decorrer ao ar livre, de 21 a 25 de outubro, no cinema ‘drive-in’ da Fábrica Braço de Prata, em Marvila, cumprindo as orientações de segurança da Direção-Geral da Saúde devido à pandemia, divulgou a fábrica.

Neste festival serão exibidas nove produções brasileiras contemporâneas, entre as quais “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Esta longa-metragem foi a grande vencedora do Prémio do Júri no Festival de Cannes de 2019 e conta com um elenco formado por Sonia Braga, Udo Kier, Barbara Colen, Silverio Pereira, entre outros.

Outro premiado em Cannes foi o filme que abre esta mostra, “A vida invisível”, de Karim Ainouz, distinguido com o prémio Un Certain Regard 2019, e que relata a vida de duas irmãs no Rio de Janeiro dos anos 1940, contando com as interpretações de Fernanda Montenegro, Carol Duarte e Gregório Duvivier.

O filme que fecha o festival chama-se “10 Segundos para Vencer” e é um drama biográfico sobre a história de Éder Jofre, considerado um dos 10 maiores pugilistas de todos os tempos, realizado por José Alvarenga Jr. e interpretado por Daniel Oliveira.

Durante os cinco dias de mostra, passam ainda pelo cinema “Chacrinha”, de Andrucha Waddington, uma cinebiografia de Abelardo Barbosa, um dos maiores apresentadores da televisão brasileira, protagonizada por Stepan Nercessian, “Minha Vida em Marte”, de Susana Garcia, com Paulo Gustavo e Monica Martelli no elenco, e “A Febre”, Maya Da-Rin, filme galardoado com três prémios no Festival de Locarno em 2019, que relata a história de um índio de Manaus que vive há 20 anos na grande cidade, e passa a trabalhar como segurança de um porto.

Completam a mostra o documentário “Dorival Caymmi”, de Daniela Broitman, sobre um dos maiores artistas da história da música brasileira, a comédia dramática “Como é Cruel Viver Assim”, de Julia Resende, com Marcelo Valle, Fabíula Nascimento e Débora Lamm, e “Hebe – A Estrela do Brasil”, de Maurício Farias, com Andrea Beltrão (nomeada, Marco Ricca e Danton Mello.

Segundo o embaixador do Brasil em Portugal, Carlos Alberto Simas Magalhães, a recetividade do cinema brasileiro pelos portugueses é a principal razão de existência e de continuidade desta mostra.

Igor Trabuco, chefe da secção cultural da Embaixada do Brasil em Portugal, ressalva, por sua vez, que o sucesso das duas primeiras edições é uma prova inequívoca de que a mostra deveria ser realizada mesmo em tempos de pandemia.

A Mostra é realizada pela Embaixada do Brasil em Lisboa, em parceria com a Linhas Produções Culturais.

As sessões de cinema ‘drive-in’ na Fábrica Braço de Prata podem incluir refeição, paga à parte.

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