Além de um percurso na música, Courtney Love teve alguns papéis no cinema e chegou a ser muito elogiada e premiada por "Larry Flynt" (1996), de Milos Forman.

A cantora e viúva de Kurt Cobain surpreendeu muita gente com o seu talento no papel da excêntrica mulher Althea do fundador da revista “Hustler”, recentemente falecido, que a levou às nomeações e cerimónia dos Globos de Ouro em 1997, que recordou nas redes sociais.

Mas o depoimento também esclarece um grande "mistério": o que se passou para as suas experiências na representação terem sido apenas pontuais e nunca voltarem a ter um peso comparável desde finais dos anos 1990.

Ao contrário da versão oficial, ela "não perdeu o comboio de Hollywood" apenas por querer reafirmar-se no mundo da música.

"Durante alguns anos, por causa do Milos Forman, fui atriz profissional e uma estrela do cinema. Foi divertidíssimo. Fui nomeada para Melhor Atriz, para um Globo de Ouro. Um dia talvez fale disso. Adoro a representação... deixei de conseguir fazê-lo após uma série de #MeToos. Ninguém iria acreditar em mim e não parava. Portanto, saí, e aquilo foi embora. E estou bem com isso. Talvez, na minha próxima vida, seja mais forte e capaz de aguentar isso. Tiro o meu chapéu aos que conseguem. Mas foi super divertido", escreveu.

"Adoro estar aqui na Inglaterra. Mas às vezes sinto falta da representação. Às ordens de um grande realizador. Acho que é uma das melhores experiências que se pode ter enquanto mulher. Todo o glamour que vem a seguir a isso é divertido, extravagante, deslumbrante! Mas a confiança que se consegue ter com um grande realizador? É uma das coisas mais profundas que já conheci", conclui, referindo-se claramente às marcante experiência com o cineasta checo em "Larry Flynt" e a seguir em "Homem na Lua".

É a primeira vez que Courtney Love revela ter sido assediada, mas no outono de 2017, quando começou o movimento #MeToo, foi repescado um vídeo de declarações que tinha feito sobre o produtor Harvey Weinstein.

O comentário da vocalista dos Hole e viúva de Kurt Cobain remontava a 2005 e foi feito na passadeira vermelha do espetáculo "Roast", do "Comedy Central", dedicado a Pamela Anderson.

Na ocasião, uma repórter pediu que Love deixasse um conselho para jovens aspirantes a atrizes. A cantora hesitou, mas acabou por aceder.

"Vou ser processada se disser isto... se o Harvey Weinstein vos convidar para uma festa privada no seu Four Seasons, não vão", sublinhou.

Na sua conta do Twitter, Courtney Love também partilhou o vídeo, através de um artigo do site TMZ, acrescentando que, apesar de não ter sido uma das vítimas do produtor, foi "eternamente banida" pela poderosa agência de artistas CAA (Creative Artists Agency) devido à denúncia.

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