Desde muito cedo que o cinema olhou para si próprio e se auto-retratou das mais diversas maneiras, não só com visões mais alegres e nostálgicas, como «Serenata à Chuva» ou «O Artista», mas também com outras mais ácidas e desencantadas, como «O Crepúsculo dos Deuses» ou «Cativos do Mal». Pelo meio surgiram retratos de atores e realizadores, como «A Minha Semana com Marilyn», «Ed Wood» ou «Chaplin», e até meta-ficções, com personagens a entrar e sair do ecrã, como «A Rosa Púrpura do Cairo» e «O Último Grande Herói».
E além de filmes com figuras centrais envolvidas no mundo do cinema, como «Notting Hill», «King Kong» ou «Mulholland Drive», houve até fitas sobre a própria magia do cinema, como o incontornável «Cinema Paraíso». Embora não seja propriamente considerado um género ou ou um subgénero, o «cinema sobre o cinema» tem um histórico de filmes riquíssimo, e é invariavelmente muito apreciado pelos cinéfilos.
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