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«O Artista»: uma revolução na cerimónia dos Óscares?

Só na primeira cerimónia de entrega dos Óscares, em 1929, é que um filme mudo ganhou o prémio principal. Mais de oito décadas depois, o feito repetiu-se com «O Artista», e o SAPO faz-lhe a homenagem.

 

O SAPO decidiu assinalar o facto com uma homepage diferente, a preto e branco.

Todas as películas nomeadas à estatueta de Melhor Filme têm características particulares que as individualizam, mas nenhuma das que venceram, nos últimos anos, é tão improvável como «O Artista»: uma fita francesa, a preto e branco e, sobretudo, muda.

Só em 1929, na primeira cerimónia de entrega dos Óscares, é que uma fita muda ganhou a estatueta de Melhor Filme: «Asas». Hollywood estava então a operar a transição do cinema mudo para o sonoro, e é precisamente esse local e esse período que «O Artista» retrata, com Jean Dujardin a encarnar George Valentin, uma grande estrela do cinema mudo que, como tantas outras, vê a sua carreira cair a pique no período do sonoro.

O filme foi rodado em Hollywood, mas totalmente produzido em França e com uma equipa francesa, designadamente o realizador Michel Hazanavicius e o protagonista Jean Dujardin. «O Artista» estreou no último Festival de Cannes, tornando-se o filme surpresa do evento, com Dujardin a levar para casa o prémio de Melhor Ator.

Sem que ninguém o esperasse, «O Artista» tornou-se o «feel-good movie» da temporada e começou a ganhar prémio atrás da prémio, tornando-se o favorito à vitória nos Óscares. A derradeira consagração deu-se esta madrugada, durante a cerimónia de entrega das estatuetas douradas em Hollywood.

Trailer de «O Artista»

SAPO Cinema - 24-02-2012 19:00

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