Actriz de grande valor, Marie-France Pisier iniciou a sua carreira em 1961 graças a François Truffaut, que viu uma foto da sua família numa rua de Nice, numa época em que ela ainda actuava num grupo de teatro amador.
O realizador emblemático da Nouvelle Vague procurava uma adolescente para fazer par com Jean-Pierre Léaud, em «Antoine e Colette», um dos sketches do filme-colectivo «Amor aos 20 Anos».
Em 1979, interpretou o personagem de Colette em «Amor em Fuga», a última aventura de Antoine Doinel, co-escrito pela actriz.
Mais à frente, tornar-se-ia tornou-se uma das musas do cinema de autor, aparecendo no universo onírico de Robbe-Grillet, Luis Buñuel, Jacques Rivette, Raúl Ruiz («O Tempo Reencontrado» e «Combate de Amor e Sonho», de co-produção portuguesa) e sobretudo, do então jovem André Téchiné. Graças a este último, obteve duas vezes o César - o equivalente ao Óscar do cinema francês - de Melhor Actriz Secundária, em 1976 pelo «Souvenirs d'en France» (vitória atribuída também pelo pelo grande sucesso que foi «Cousin Cousine») e em 1977 por «Escândalo de Primeira Página».
SAPO/AFP
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