O vestido do filme realizado por Billy Wilder, que estreou em 1955, estava avaliado entre um e dois milhões de dólares e fazia parte da coleção particular da atriz Debbie Reynolds. O valor final de venda da mítica peça de vestuário foi afinal de 4,6 milhões. A peça criada pelo americano William Travilla fez de Marilyn Monroe um símbolo sexual e deu à Sétima Arte uma de suas cenas mais lendárias.
Também foram leiloados outros vestidos de Marilyn (usados em fitas como «Os Homens Preferem as Louras» e «Rio sem Regresso») e também um manancial de outras peças de obras como «E Tudo o Vento Levou», «Música no Coração», «Cleópatra», «Ben-Hur», «Serenata à Chuva» e «My Fair Lady». Entre os items leiloados contam-se ainda um vestido e sapatinhos de rubi utilizados por Judy Garland num «screen test» de «O Feiticeiro de Oz» (que atingiu um 1,75 milhões) e um dos chapéus de coco de Charlie Chaplin (vendido por 135 mil dólares). Muitos dos compradores eram da Arábia Saudita e do Japão.
Debbie Reynolds, de 79 anos, imortalizada em «Serenata à Chuva», começou a colecionar guarda-roupa e objetos de interesse de Hollywood nos anos 1970, quando o estúdio da MGM liquidou seu ativos. A sua coleção incluía mais de 3.500 vestidos, 20.000 fotografias, milhares de cartazes e centenas de elementos cenográficos. A atriz desfez-se da coleção para evitar a acumulação de dívidas que a sua manutenção acarretava e sem ter conseguido encontrar um museu que a aceitasse na sua totalidade.
SAPO/AFP
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