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Entrevista

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Eli Roth no motel do terror

Depois de «Hostel», um motel - mais uma vez, com terror à mistura. Eli Roth é o convidado especial da quinta edição do MOTELx, que arranca hoje nas salas do São Jorge, em Lisboa, e contou ao SAPO o que o assusta dentro e fora do cinema.

 

Apadrinhado por Quentin Tarantino, elogiado por Peter Jackson ou Tobe Hooper - a propósito do seu primeiro filme, «A Cabana do Medo» -, Eli Roth não chega a ser o homem dos sete ofícios, mas está bem lançado. O norte-americano já assumiu funções de realizador, argumentista, produtor ou ator, embora todas derivem de uma que se impõe como primordial: a de devorador de filmes. Afinal, é também para os ver que o autor de «Hostel» está em Portugal.

Roth é o protagonista de um dos principais destaques do Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa deste ano, a Masterclass que apresentará no próximo domingo (de entrada livre, às 19h15), mas essa não deverá ser a única ocasião em que o veremos pelo Cinema São Jorge, já que o realizador promete sair do MOTELx com uma coleção de bilhetes.

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"Mal posso esperar para ver o «Troll Hunter». Já estive em tantos festivais por onde o filme passou mas tinha sempre qualquer coisa marcada na altura. Acho que vai ser desta. O Shion Sono é um dos meus realizadores favoritos, por isso quero ver o «Exte: Hair Extensions» e o «Cold Fish»", conta-nos ao destacar algumas prioridades da programação.

Além de saciar parte da sua curiosidade cinéfila, Roth ainda poderá trazer boas notícias a novos realizadores nacionais na sua passagem pelo festival. "Também quero ver as curtas-metragens portuguesas, sei que há algumas em competição. Espero que no final do festival as coloquem online porque ultimamente tem sido uma ótima forma de as partilhar. Gosto sempre de descobrir novos realizadores e de os apoiar, por isso estou mesmo muito curioso. Muitas das grandes revelações descobrem-se onde menos se espera", acrescenta.

Paixão antiga e sempre renovada, o cinema de terror é, para o realizador, um dos mais universais. "Há poucas coisas tão universais como o medo", sublinha. E medo foi o que sentiu quando viu, ainda em criança, «O Exorcista», uma experiência tão inesquecível quanto traumática. "Nunca nada me afetou tanto como esse filme. Pensei que ia ser possuído pelo Diabo", recorda. Hoje, o que o assusta é "não aproveitar o tempo da melhor forma", até porque tem sempre ideias que pedem concretização. E perante uma agenda onde estes se acotovelam, o tempo que dedica esta semana ao MOTELx será dos melhores elogios que se podem fazer ao festival.

Gonçalo Sá - 07-09-2011 20:01

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